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Campo Grande

Sem material, lotéricas estão à beira do colapso

20 fevereiro 2014 - 12h44
Lotéricos estão preocupados
Lotéricos estão preocupados - Álvaro Rezende
"Vai parar o atendimento”. O alerta é feito pelo presidente do Sindicato dos Agentes Lotéricos de Mato Grosso do Sul, Ricardo Amado Costa, sobre a paralisação dos serviços oferecidos na rede lotérica por falta de bobinas de papel, mostra reportagem na edição de hoje do jornal Correio do Estado.  Com o material escasso para imprimir comprovantes e jogos, algumas lotéricas já não estão mais recebendo contas, para economizar bobina.
 
Segundo Costa, a situação é generalizada e a paralisação de todo o atendimento é uma questão de tempo, nas contas do sindicalista. “É o fim da picada essa situação, já temos notícias de lojas que limitaram a operação justamente porque não tem bobina, é um absurdo o que tem acontecido com a rede lotérica”, desabafa ele, que é lotérico há 29 anos.
 
Responsável pelos serviços lotéricos de todo o País, a Caixa Econômica Federal fica com 11% do que é arrecadado nas lotéricas justamente para garantir o fornecimento de insumos, como bobinas, volantes de jogos e raspadinhas, além da manutenção dos terminais.
 
Exatamente por ficar com parte da arrecadação para fornecer os insumos, a Caixa é a única responsável pelo fornecimento dos materiais e manutenção dos terminais. Quando o banco não entrega o material, como acontece agora, os lotéricos ficam de mãos atadas. O presidente do sindicato dos lotéricos explica que a bobina, por exemplo, é feita com um material diferenciado e não é comercializada no mercado. “É uma bobina específica, tem especificações técnicas, não existe no mercado”, falou. 
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TJ MS