Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
21 de janeiro de 2026 - 18h37
sesi
EDUCAÇÃO

Lula assina MP que cria regra fixa para reajuste anual do piso dos professores

Nova fórmula garante correção pela inflação e prevê ganho real atrelado ao Fundeb

21 janeiro 2026 - 17h20Gabriel Hirabahasi
Lula assina medida provisória que define regra anual para reajuste do piso dos professores da rede pública.
Lula assina medida provisória que define regra anual para reajuste do piso dos professores da rede pública. - (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (21) a medida provisória que define uma regra permanente para o reajuste anual do piso salarial dos professores da rede pública de educação básica. O texto estabelece um modelo de cálculo que combina reposição da inflação com um percentual adicional vinculado ao desempenho das receitas do Fundeb.

Canal WhatsApp

Com a nova regra, o piso nacional do magistério terá reajuste de 5,4% em 2026. O valor passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) após uma agenda interna no Palácio do Planalto, que contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana.

Como funciona o novo cálculo - De acordo com a Secom, a medida provisória estabelece que o reajuste anual do piso será composto por dois fatores. O primeiro é a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, garantindo a recomposição da inflação. O segundo corresponde a 50% da média da variação percentual real da receita proveniente da contribuição de Estados, Distrito Federal e municípios ao Fundeb, apurada nos cinco anos anteriores ao reajuste.

O texto também fixa uma trava de proteção: o percentual de aumento nunca poderá ser inferior à inflação medida pelo INPC no ano anterior. Na prática, isso assegura que o piso salarial não sofra perda do poder de compra, mesmo em períodos de queda na arrecadação do fundo.

Previsibilidade para Estados e municípios - A criação de uma fórmula fixa busca dar maior previsibilidade tanto para os profissionais da educação quanto para gestores estaduais e municipais, responsáveis pelo pagamento do piso. Nos últimos anos, a ausência de um critério permanente gerou disputas judiciais e impasses administrativos sobre os índices aplicados anualmente.

Com a MP, o governo federal sinaliza a intenção de vincular a valorização do magistério ao crescimento real do financiamento da educação básica, sem desconsiderar a necessidade de equilíbrio fiscal dos entes federativos.

Valorização do magistério - O reajuste anunciado reforça o discurso do governo de priorizar a educação básica e a valorização dos profissionais do setor. O piso nacional do magistério serve como referência mínima para professores com jornada de 40 horas semanais em todo o país.

A medida provisória já está em vigor, mas ainda precisará ser analisada pelo Congresso Nacional para se converter em lei definitiva.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop