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Seca extrema propiciou fim de civilização maia, diz estudo

2 agosto 2018 - 18h16

Um grupo de pesquisadores determinou que períodos de seca "extrema", que chegaram a registrar 70% menos chuvas, foram um dos motivos do colapso da civilização maia. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (2) na revista Science.

Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, desenvolveram um método para medir os diferentes isótopos de água presos na gipsita, um mineral que se forma em tempos de seca quando diminui o nível da água, no lago Chichancanab na Península de Iucatã (México).

Com base nessas medições, os pesquisadores descobriram que as precipitações anuais diminuíram entre 41% e 54% durante o período de colapso da civilização maia - com períodos de até 70% de redução das chuvas durante condições de seca máxima.

"O papel da mudança climática no colapso da civilização maia clássica é algo controverso, em parte porque os registros anteriores se limitam a reconstruções qualitativas, por exemplo, se as condições eram mais úmidas ou mais secas", assinalou o autor principal, Nick Evans.

Por outro lado, segundo Evans, o relatório representa um "avanço substancial", já que proporciona estimativas estatisticamente sólidas dos níveis de chuva e umidade durante o ocaso dos maias.

A civilização maia se divide em quatro períodos principais: o pré-clássico (2000 a.C.- 250 a.C.), o clássico (250 a.C.- 800 d.C.), o terminal clássico (800 d.C.- 1000 d.C.) e o pós-clássico (1000 d.C.- 1539 d.C).

Durante o século 9, houve um grande declínio político na região maia central, quando suas famosas cidades foram abandonadas e as dinastias encerradas.

Existem muitas teorias sobre o que causou o colapso da civilização maia, como a invasão, a guerra, a degradação ambiental e a ruptura das rotas comerciais.

Na década de 1990, no entanto, pesquisadores puderam reconstruir os registros climáticos para aquele período e descobriram que se relacionava com uma seca extrema prolongada.

Análise da gipsita

O professor David Hodell, diretor do Laboratório Godwin de Cambridge, proporcionou a primeira evidência física de uma correlação entre esse período de seca no lago Chichancanab e a queda da civilização maia clássica em um documento publicado em 1995.

Agora, Hodell, Evans e seus colegas usaram um novo método geoquímico para medir a água presa dentro da gipsita de Chichancanab e construíram um modelo completo de condições hidrológicas da época em que ocorreu o colapso da civilização maia.

Os pesquisadores analisaram os diferentes isótopos de água presos dentro da estrutura cristalina da gipsita para determinar as mudanças na chuva e na umidade relativa do ar durante o declínio dos maias.

Em períodos de seca, a evaporação de água de lagos como Chichancanab é maior. Além disso, os isótopos mais leves de água evaporam mais rápido, o que deixa a água mais pesada.

Ao comprovar a proporção dos diferentes isótopos contidos em cada camada de gipsita, os pesquisadores puderam construir um modelo para medir as mudanças na chuva e na umidade relativa do ar durante o fim da civilização maia e concluir que a seca teve papel importante.

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