
Um ataque com drones ocorrido durante a virada do ano matou ao menos 24 pessoas e deixou mais de 50 feridas em uma vila da região de Kherson, no sul da Ucrânia, ocupada por forças russas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (1º) por autoridades da Rússia, que atribuíram a ação às Forças Armadas ucranianas. O episódio aconteceu enquanto moradores celebravam o Ano Novo.
Segundo Vladimir Saldo, líder instalado pela Rússia na região, três drones atingiram um café e um hotel na cidade turística de Khorly, localizada na costa do Mar Negro. Em comunicado publicado no Telegram, ele afirmou que um dos equipamentos transportava uma mistura incendiária, o que teria provocado um incêndio nos locais atingidos.
Até o momento, autoridades ucranianas não se manifestaram sobre a acusação, e o ataque não pôde ser verificado de forma independente pela agência Associated Press.
Enquanto isso, novos bombardeios foram registrados em outras áreas do país. Durante a madrugada, forças russas atacaram a região de Odessa com sucessivas ondas de drones, atingindo infraestrutura civil. De acordo com o chefe regional, Oleh Kiper, um prédio residencial de dois andares foi danificado, e um drone atingiu um apartamento no 17º andar de um edifício alto sem explodir. Não houve registro de feridos.
Em boletim divulgado nesta manhã, a Força Aérea da Ucrânia informou que 176 dos 205 drones lançados pela Rússia durante a noite foram derrubados ou neutralizados pelos sistemas de defesa aérea. Ainda segundo o relatório, 24 drones conseguiram atingir 15 localidades diferentes, e parte do ataque seguia em andamento no momento da divulgação.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia iniciou o Ano Novo intensificando a guerra. Em publicação na rede social X, ele declarou que mais de 200 drones de ataque foram lançados contra diversas regiões do país, incluindo Volínia, Rivne, Zaporíjia, Odessa, Sumy, Kharkiv e Chernihiv. Segundo Zelensky, os ataques tiveram como alvo infraestruturas de energia.
Equipes de resgate foram mobilizadas nas áreas atingidas, enquanto engenheiros trabalham para restabelecer o fornecimento elétrico. O presidente ucraniano voltou a cobrar apoio internacional e o envio de sistemas de defesa aérea, destacando que, se os ataques não cessam nem durante o período de festas, a proteção à população civil não pode sofrer atrasos.
Apesar de declarações recentes de diplomatas sobre avanços em negociações de paz, os ataques reforçam a escalada da tensão entre Rússia e Ucrânia no início de 2026.

