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Projeto

Reeducandas veem na profissão de manicura a oportunidade para reconstruírem suas vidas

21 dezembro 2013 - 14h00
Keila Oliveira
A profissionalização como forma de resgatar vidas desviadas pela criminalidade. Em São Gabriel do Oeste, reeducandas que cumprem pena em regime fechado foram capacitadas para trabalhar como manicura e pedicura. A ação faz parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que em Mato Grosso do Sul está beneficiando cerca 520 internos em 19 presídios da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Além da qualificação, o programa garante remuneração de R$ 2,00 a hora/aula. 
 
Gilmara Batista, 38 anos, foi uma das qualificadas para trabalhar como manicure. Há sete meses no Estabelecimento Penal Feminino de São Gabriel do Oeste por tráfico de entorpecentes, ela classifica a capacitação como “um presente”.
 
Natural de Ariquemes (RO), a custodiada conta que sempre pensou em trabalhar na área, mas nunca tinha tida a oportunidade de se qualificar. “Graças a Deus que apareceu esse curso, tenho amigas donas de salão de beleza lá na minha cidade e sei que elas me darão emprego. Agora eu só quero reconstruir a minha vida e cuidar dos meus filhos”, garantiu.
 
 
 
No total, 15 internas foram capacitadas. Com 160 horas/aula, além dos cuidados com as unhas, como cuticular e esmaltar, as participantes também receberam noções de biossegurança, cuidados de saúde, ergonomia postural, orçamento, entre outras. 
 
"Elas poderão trabalhar em salões de beleza, centros de estética ou como profissionais liberais”, ressaltou a instrutora do Serviço Nacional do Comércio (Senac), Eliane Gonçalves de Brito Maciel. Conforme a professora, como profissionais de manicura e pedicura, as detentas podem ganhar uma média de R$ 100,00 por dia. “Poderão viver tranquilamente desse trabalho”, comentou.
 


 

De acordo com o diretor do presídio, Dirceu Simões, possibilitar qualificação profissional às internas também contribui com a disciplina no presídio, pois, para participarem, as custodiadas precisam apresentar bom comportamento. “E é uma chance para elas serem inseridas com dignidade na sociedade”, destacou.

 

 

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