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Inauguração

Puccinelli inaugura, neste sábado no Pantanal, ponte sobre o rio Taquari

19 novembro 2009 - 17h20
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  A construção da ponte de concreto sobre o Rio Taquari, a nordeste de Corumbá, interligando, após mais de 200 anos da ocupação do Pantanal, as sub-regiões do Paiaguás e Nhecolândia, é uma obra relevante não apenas por facilitar o acesso terrestre à planície alagável: para o Sindicato Rural de Corumbá, a ponte significa a presença do governo, de quem a entidade sempre cobrou investimentos em infraestrutura à região.

  “Essa ponte, assim como outras benfeitorias para o Pantanal, tem sido a bandeira do nosso sindicato por décadas”, disse o presidente da entidade, Pedro Lacerda, destacando a sensibilidade do governador André Puccinelli.

  O dirigente cita que a estrutura de concreto vai facilitar transposição das boiadas sobre o rio, encurtando as viagens das comitivas, lembrando que o gado atravessava o Taquari a nado, um trabalho árduo e com perdas.

   Ela tem 168 metros de extensão e 4,80 metros de largura e localiza-se dentro do município de Corumbá, próxima à divisa com Coxim. A construção pré-moldada servirá de base para, dependendo de estudos técnicos, o governo construa estradas que vão interligar as rodovias MS-214, MS, MS-228 e MS-423, que cortam aquela porção pantaneira.

          Energia

  Pedro Lacerda disse que os pantaneiros há muito lutam pela ligação terrestre entre a Nhecolândia e o Paiaguás, onde hoje chega-se apenas de avião ou por água. “O acesso é fundamental, até para a conservação do Pantanal. Em caso de um incêndio, por exemplo, as dificuldades de controle colocam em risco o ecossistema”, observa. “Esperamos que os investimentos, agora, se tornem mais constantes.”

  Outra reivindicação dos pantaneiros é a energia elétrica. “Não podemos ficar no apagão do desenvolvimento”, afirma o presidente do sindicato. “Está mais do que provado que produzimos com sustentabilidade, preservando esse patrimônio da humanidade, e a energia é fundamental não apenas para nossa atividade, mas, contribui para fixar o homem, dando-lhe um pouco de conforto, o acesso à informação”, completa.

        Homenagens

  Lacerda acrescentou que a construção da ponte sobre o Taquari gera a expectativa de, futuramente, chegar a energia e a comunicação. “Hoje operamos com o SSB, uma tecnologia da Primeira Guerra Mundial, por meio de uma central precária montada pelos produtores”, apontou. O dirigente destacou outra obra importante do governo do Estado para a região: a construção de uma ponte no Pantanal do Nabileque, em execução.

  A ponte sobre o Taquari, que custou R$ 1,8 milhão, vai chamar-se João Wenceslau Leite de Barros, um pantaneiro da nova geração, filho do poeta Manoel de Barros, que faleceu em um acidente de avião em 2007. O Sindicato Rural vai sugerir ao governo o nome do primeiro engenheiro e agrimensor a medir as propriedades pantaneiras, no século 20, Renato Rabelo Vaz, também falecido, para batizar a ponte do Nabileque.

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