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INTERNACIONAL

Protestos contra regime no Irã se espalham, e governo bloqueia internet e ligações

Manifestações convocadas por príncipe exilado avançam por cidades iranianas; repressão já deixou mortos e presos

9 janeiro 2026 - 07h50Redação
Manifestantes ocupam ruas de Teerã durante atos contra o regime iraniano, em meio a bloqueio de internet e repressão estatal
Manifestantes ocupam ruas de Teerã durante atos contra o regime iraniano, em meio a bloqueio de internet e repressão estatal - (Foto: Reprodução)

Manifestações contra o governo do Irã tomaram ruas de várias cidades até a manhã desta sexta-feira (9), após uma convocação do príncipe herdeiro exilado do país. Em reação à mobilização, o regime bloqueou o acesso à internet e suspendeu chamadas telefônicas internacionais, numa tentativa de conter a articulação dos protestos.

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Vídeos divulgados por ativistas mostram grupos reunidos em vias públicas, entoando palavras de ordem contra o governo em torno de fogueiras. As imagens também registram destroços espalhados pelas ruas de Teerã e de outras cidades, indicando confrontos e atos de vandalismo durante a madrugada.

A mídia estatal iraniana se pronunciou nesta sexta-feira e atribuiu os episódios de violência a “agentes terroristas” ligados aos Estados Unidos e a Israel. Segundo a versão oficial, esses grupos teriam provocado incêndios e tumultos. O governo mencionou a existência de “vítimas”, sem informar números ou detalhes.

Os protestos tiveram início no dia 28, impulsionados pela crise econômica, e ganharam força nas últimas semanas, tornando-se o maior desafio ao regime iraniano em anos. Durante as manifestações, também foram registrados gritos de apoio ao ex-xá Reza Pahlevi, que deixou o país pouco antes da Revolução Islâmica de 1979.

O filho do ex-monarca, que vive nos Estados Unidos, convocou novos atos para quinta-feira (8) e sexta-feira (9). Em uma declaração, ele afirmou que a resposta do governo foi o isolamento do país. Segundo o príncipe exilado, o regime desligou a internet, cortou linhas telefônicas fixas e pode tentar bloquear sinais de satélite para impedir a comunicação da população.

De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos Estados Unidos, a repressão às manifestações já resultou na morte de 42 pessoas e na prisão de cerca de 2,3 mil manifestantes. As informações são da Associated Press.

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