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Justiça

Promotor do Caso Motel diz que vai levar acusados a júri popular

A elucidação deste e de outros crimes tem sido cobrada em campanha deflagrada neste ano pela OAB-MS
A elucidação deste e de outros crimes tem sido cobrada em campanha deflagrada neste ano pela OAB-MS - Divulgação
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O promotor de justiça Paulo Passos, designado pela Procuradoria-Geral de Justiça para buscar a reabrir na Justiça o “Caso Motel”, garante que até o segundo semestre de 2009 levará à júri popular pelo menos dois suspeitos, os policiais militares Adriano de Araújo Melo e Getúlio Moreli dos Santos. “Caso Motel” é como ficou conhecido o assassinato de Murilo Boarin Alcalde e de Eliane Ortiz, cujos corpos foram encontrados dentro de um motel de Campo Grande em junho de 2005, crime arquivado como “insolúvel” pelas autoridades.

A elucidação deste e de outros crimes tem sido cobrada em campanha deflagrada neste ano pela Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul por determinação do presidente Fábio Trad. Segundo o promotor Paulo Passos “provas inacreditavelmente foram perdidas dentro do IML, o local do crime foi mexido pelos próprios PMs, o que dificultou a investigação.”

“A postura do Ministério Público vai ao encontro dos anseios da sociedade e, sobretudo, sinaliza que a OAB de Mato Grosso do Sul está no caminho certo quando expôs no painel em frente à sede da entidade as fotos de vítimas desses chamados crimes insolúveis. Esta é a resposta mais eloqüente para aqueles que atribuíram à ação da OAB apenas um efeito de marketing. Os fatos falam mais do que as versões”, afirma o presidente da Ordem, Fábio Trad, em alusão a editorial de um jornal diário de Campo Grande o acusando de ser corporativista e defender demais os interesses dos advogados - primeira e principal atribuição de presidente de qualquer entidade classista - e classificando a campanha da Ordem pela elucidação dos crimes “insolúveis” como uma jogada de “marketing” pelo fato de os crimes não terem sido até agora elucidados, ou seja, exibindo ignorância primária sobre o papel e atribuições da Ordem ao delegar a esta funções do Poder Executivo e Judiciário, como se a própria imprensa, ao divulgar uma denúncia, tivesse obrigação e poderes para apurar o caso, prender suspeitos e julgar acusados.

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