22 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Produtor Rural

Produtores querem união de forças para recuperar Bacia do Guariroba

Wardes Conte Lemos, presidente da ARCPBG
Wardes Conte Lemos, presidente da ARCPBG - Eder Campos / Agroimagebank.com
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Produtores que têm propriedades próximas a bacia do Rio Guariroba ou que utilizam águas de afluentes deste rio apelam para entidades governamentais para que os auxiliem na preservação dentro das propriedades. Na sexta-feira, durante encontro promovido pelo Sindicato Rural de Campo Grande e a Associação dos Criadores do MS (Acrissul), o presidente da Associação de Recuperação Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba, Wardes Conte Lemos, fez um manifesto pela soma de forças entre a classe produtora e os poderes constituídos.

Wardes Lemos explica que há dez anos a promotora de Justiça Marigô Bittar iniciou um trabalho no Ministério Público Estadual (MPE) exigindo o cumprimento da lei que prevê o mínimo de 20% de área como reserva legal e também a preservação do meio ambiente como, por exemplo, a existência da mata ciliar.  Depois disto veio um levantamento feito pelo Núcleo de Geoprocessamento do Ministério, que identificou alguns problemas ambientais. Agora a promotora Mara Cristiane Crisóstomo Bravo vai designar equipes de peritos para realizar vistorias in loco nas propriedades para constatar os danos. Caso sejam confirmados, os produtores vão ter que fazer a recuperação do passivo ambiental. As visitas começam em 2 de fevereiro do próximo ano.

Lemos explica que o objetivo principal do MPE e dos produtores é fazer a revitalização da Bacia do Guariroba e, assim, manter a fonte de abastecimento de água em Campo Grande. Ele explica que em nenhum momento os proprietários são contra as atitudes do MPE, mas querem auxílio do poder público para que isto seja feito. “Inicialmente o ministério está pedindo para que as porteiras das propriedades sejam abertas para os técnicos e depois vai nos cobrar com base na lei. Só que esta responsabilidade não é só do produtor, mas de todo um sistema que envolve a sociedade e o poder público. Como a prefeitura, por exemplo”.

Wardes cita a prefeitura ele sugere a criação de leis que obriguem o produtor a desenvolver ações para que a água saia dos mananciais até a central de captação praticamente pura. Com isto, menos produtos químicos serão utilizados para despoluí-la e, conseqüentemente, mais barata ficará ao consumidor final. Outro ponto assinalado por ele é a recuperação de estradas vicinais. “Não adianta o produtor fazer sua parte da porteira pra dentro e a água da chuva levar terra das estradas pra dentro do rio. Também não adianta recuperar as estradas e não dar apoio de maquinário dentro das propriedades”, ressalta.

Aos custos destas recuperações, o presidente da associação ressalta que a Bacia do Guariroba está numa área de 30 mil hectares e envolve mais de 50 propriedades. Portanto, o produtor precisa de um incentivo para que o processo ocorra mais rapidamente. “Queremos recursos e uma lei extrema que obrigue a geração de recursos em um banco, por exemplo. Tem lei que nos obriga a conservar, mas não tem uma lei que proíba meu boi de beber água diretamente no rio” - o que causa pisoteamento e uma possível erosão depois com a chuva. “Não adianta o MPE abrir um inquérito para o produtor e pedir que recupere a sua área, mas não ter ações de preservação. Não tememos o Ministério, mas, sim, a falta de onde buscar recursos”, emenda.

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