29 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Crise Mundial

Produção de soja pode cair 5% em Mato Grosso do Sul

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A crise financeira internacional pode causar perdas de, no mínimo, R$ 133 milhões no bolso do sojicultor de Mato Grosso do Sul. Esse valor decorre de queda de 4% na produção da oleaginosa na safra de verão, conforme estimativa da Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul). As perdas podem ser maiores se o plantio for prejudicado por outros fatores além do econômico, como clima desfavorável. O prognóstico negativo resulta de problemas de investimentos enfrentados pelo produtor.
Conforme Eduardo Corrêa Riedel, vice-presidente da Famasul, a colheita estimada para esta safra deve cair de 4,8 milhões de toneladas para 4,6 milhões de toneladas. Considerando o preço médio da saca da oleaginosa no estado (R$ 40, segundo a Ceasa), as 200 mil toneladas, que deixarão de ser comercializadas, correspondem a R$ 133 milhões a menos no bolso do produtor. Essa produção menor representa redução média de dois sacos por hectare. “A estimativa inicial era de 46 sacos por hectare”, afirma Riedel.
Esse quadro se deve aos problemas de crédito e de investimentos sofridos pelos produtores de soja. Riedel afirma que apenas uma pequena parte do volume de créditos do Plano Safra chega aos produtores. “Os bancos têm os recursos, mas dificultam os financiamentos, pois consideram o produtor um tomador de risco”, explica Riedel.

Em todo o país, estão disponíveis R$ 55 bilhões para custeio e comercialização dos produtos para esta safra, mas foram emprestados aos produtores apenas R$ 13,5 bilhões. Em Mato Grosso do Sul, foram financiados R$ 460 milhões. De acordo com Riedel, a demanda para esta safra, no estado, é de R$ 3,2 bilhões - ou seja, o volume emprestado representa somente 14% da necessidade dos sojicultores.
O problema da escassez de financiamento se agrava com as dificuldades de aquisição de insumos. Riedel salienta que as empresas de insumos estão limitando as transações apenas para as compras à vista.
Para driblar o momento de crise, resta aos produtores optar por uma de duas amargas alternativas. “Só há dois caminhos: os produtores plantam com nível de tecnologia menor ou reduzem a área”, afirma Riedel.

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