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02 de janeiro de 2026 - 14h41
CONSUMIDOR

Pesquisa aponta variação de até 276% no preço de canetas em papelarias

Diferença foi registrada em São Paulo e no interior; órgão orienta pesquisa antes da compra do material escolar

2 janeiro 2026 - 12h35
Pesquisa do Procon-SP mostra que pesquisar preços pode gerar economia na compra do material escolar
Pesquisa do Procon-SP mostra que pesquisar preços pode gerar economia na compra do material escolar - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O preço de itens básicos do material escolar pode pesar — e muito — no bolso do consumidor, dependendo de onde a compra é feita. Um levantamento do Procon-SP revelou que o valor de uma mesma caneta esferográfica pode variar até 276% entre papelarias da cidade de São Paulo. A pesquisa foi realizada em dezembro e divulgada nesta sexta-feira (2).

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De acordo com o estudo, uma caneta esferográfica de determinada marca foi encontrada por R$ 1,30 em uma papelaria da zona norte da capital paulista. Já no centro da cidade, o mesmo produto chegou a custar R$ 4,90. A diferença chama atenção, principalmente em um período marcado pela compra da lista de material escolar para o início do ano letivo.

A variação expressiva não se restringe à capital. Em outras cidades do estado de São Paulo, o Procon também identificou discrepâncias significativas nos preços de produtos semelhantes. Em Presidente Prudente, por exemplo, um marca-texto pode custar entre R$ 1,95 e R$ 4,20. Já em Ribeirão Preto, um apontador apresentou variação de 196%, com preços entre R$ 3,20 e R$ 9,50.

Embora, individualmente, itens como canetas, apontadores ou marca-textos tenham valores considerados baixos, o Procon-SP alerta que o impacto financeiro aparece quando todos os produtos da lista escolar são somados. Segundo o órgão, a diferença de preços pode representar uma economia significativa para as famílias que se organizam e pesquisam antes de comprar.

A principal orientação do Procon é que o consumidor compare preços em diferentes estabelecimentos antes de fechar a compra. Outra recomendação é reaproveitar materiais que ainda estejam em bom estado e que já existam em casa, evitando gastos desnecessários.

O órgão também sugere que os consumidores verifiquem a possibilidade de descontos para compras em grandes quantidades. Uma alternativa apontada é a compra coletiva, feita em conjunto com outros pais ou responsáveis. Além disso, vale observar se o estabelecimento pratica preços diferentes conforme a forma de pagamento, como pix ou cartão de crédito.

A pesquisa analisou os preços de 134 itens da lista de material escolar, entre eles apontador, borracha, caderno, caneta esferográfica, giz de cera, cola, lápis de cor, lápis preto, papel sulfite, régua e tesoura. Na capital paulista, a coleta foi realizada em nove estabelecimentos comerciais distribuídos por todas as regiões da cidade.

O levantamento também foi feito na Baixada Santista e nos municípios de Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. O estudo completo está disponível para consulta no site oficial do Procon-SP.

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