
Com a entrega de 5.180,8 kg de alimentos na Reserva Indígena de Dourados, nesta terça-feira (20), a Prefeitura chegou a quase 15 toneladas distribuídas em 2026 por meio do PAA Indígena. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf), atendeu a comunidade na Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatu.
Os produtos são adquiridos de pequenos agricultores indígenas, dentro do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Indígena) em parceria com o Governo Federal, e destinados a pessoas e entidades em situação de vulnerabilidade alimentar.
Nesta etapa, foram distribuídos milho verde em espiga, quiabo, limão rosa, limão taiti, abacate, manga, abóbora e banana nanica. Todos os itens chegam “direto do campo”, conforme a Semaf, que tem priorizado famílias da agricultura indígena por determinação do prefeito Marçal Filho.
O volume reforça o papel do PAA Indígena não só no combate à insegurança alimentar, mas também na geração de renda para produtores locais da própria Reserva.
Investimento federal e famílias atendidas - A ação integra um investimento de R$ 1,3 milhão do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social, e é executada em parceria com a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).
Atualmente, 224 famílias indígenas estão cadastradas no programa. Elas são responsáveis pelo fornecimento de frutas, legumes, hortaliças e produtos artesanais, como pães, produzidos dentro da comunidade, o que cria um ciclo em que o alimento é plantado, colhido e consumido no próprio território.
As entregas deste início de ano foram concentradas em pontos estratégicos da Reserva Indígena: o Cras Indígena Bororó e a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatu. A Semaf faz a gestão e o controle do fluxo de alimentos e da documentação em articulação com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Como funciona o PAA Indígena em Dourados - O PAA Indígena é uma modalidade do Programa de Aquisição de Alimentos voltada especificamente às famílias indígenas em maior situação de vulnerabilidade. Em Dourados, ele é fruto de um acordo entre a Prefeitura, o Governo do Estado e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Na prática, a Prefeitura compra alimentos diretamente de comunidades indígenas e faz a distribuição entre as próprias famílias indígenas, incluindo escolas e centros de assistência social. A proposta é garantir segurança alimentar, fortalecer a produção local, respeitar a cultura e apoiar a geração de renda dos povos indígenas.
Lançado em março de 2025, o PAA Indígena se consolidou como política pública focada na agricultura familiar indígena, estimulando a economia local e criando um ciclo sustentável de produção e consumo: quem produz recebe pelo trabalho, e quem precisa tem acesso a comida de qualidade na mesa.

