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09 de fevereiro de 2026 - 11h50
POLÍCIA

Piloto da Latam é preso por suspeita de integrar rede de exploração sexual

Homem de 60 anos foi retirado do avião durante embarque e é investigado por crimes contra crianças e adolescentes

9 fevereiro 2026 - 10h00Redação
Piloto da Latam foi preso pela Polícia Civil durante procedimentos de embarque no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo
Piloto da Latam foi preso pela Polícia Civil durante procedimentos de embarque no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

Um piloto da Latam Airlines foi preso na manhã desta segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, suspeito de integrar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. O homem, de 60 anos, foi retirado da aeronave momentos antes da decolagem, durante os procedimentos de embarque.

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De acordo com a Polícia Civil, o piloto estaria envolvido no esquema criminoso há pelo menos oito anos. As investigações apontam que ele teria participado da compra de três meninas, com idades de 10, 12 e 14 anos, que seriam netas de uma mulher de 55 anos, também presa na operação realizada nesta manhã.

Segundo a apuração, a mulher é suspeita de facilitar os abusos. A reportagem tenta contato com a defesa dos investigados.

Em nota, a Latam informou que a prisão ocorreu durante os procedimentos de embarque do voo LA3900, com destino ao Rio de Janeiro. A companhia afirmou que o voo seguiu normalmente, com decolagem e pouso dentro do horário previsto. A empresa também informou que abriu uma apuração interna e declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Operação e investigações - Além das duas prisões, a polícia cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As ações ocorrem na capital paulista e no município de Guararema, na região metropolitana de São Paulo.

O inquérito foi instaurado em outubro de 2025. Desde então, os investigadores identificaram três vítimas, com idades de 11, 12 e 15 anos, que teriam sido submetidas a situações de abuso e exploração sexual.

Os suspeitos são investigados por crimes como estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de crianças e adolescentes, além de uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo.

De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que os envolvidos façam parte de uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação coordenada, o que caracteriza a habitualidade do esquema criminoso. As autoridades não descartam novas prisões nem a identificação de outras vítimas ao longo da investigação.

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