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Pais e Filhos

Pesadelo infantil: até que ponto é normal?

2 fevereiro 2014 - 19h00
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Cassems

 Problemas relacionados ao sono são frequentes em crianças. Estimativas apontam uma variação de 25 a 50% de crianças e adolescentes acometidos por esses problemas. Entre os principais transtornos estão o pesadelo e o terror noturno.

Os pesadelos ocorrem na fase do sono chamada REM (Rapid Eyes Moviment), a mesma dos sonhos, a partir da segunda metade da noite. O termo se refere à movimentação rápida dos olhos e a atividade cerebral é similar àquela que se passa nas horas em que se está acordado. Eles ocorrem com mais frequência entre crianças de 3 a 7 anos.

Nesta fase, os pesadelos são comuns e não devem desesperar os pais, segundo a psicóloga Carmen Alcântara, especialista em distúrbios do sono em crianças. Como as crianças estão descobrindo muitas coisas, assistindo filmes e ouvindo histórias, elas vivem em um mundo de fantasias, que pode refletir na hora do sono. “Além disso, o ego, que é a parte mais racional, está em formação e o sistema nervoso também está em fase de maturação. Os pesadelos nesta idade fazem parte de um processo de desenvolvimento da criança”, explica.

A idade em que ocorrem e a frequência com que aparecem são determinantes para definir se a criança deve ser tratada ou não. Carmen afirma que se os pesadelos acontecem mais de três vezes por semana, é bom que a criança seja avaliada por um profissional de saúde mental. Mas se for menos do que isso, uma conversa dos pais com a criança sobre o sonho e a presença deles dando conforto já bastam. “Deixar que a criança desabafe e mostrar para ela que eles estão ali ajuda a tranquilizá-la”, defende.

Já o terror noturno tem características e procedimentos diferentes. Neste distúrbio, a criança grita e movimenta-se intensamente, mas não chega a acordar, pois está em estágio de sono profundo (primeiro terço da noite). Durante a crise, que pode durar até 20 minutos, os pais devem estar junto da criança para evitar que ela se machuque, mas dificilmente vão conseguir acalmá-la. “No terror noturno, a criança não acorda, ela não está em contato com a realidade e no dia seguinte não se lembra do episódio, diferentemente do pesadelo”, aponta Carmen.

Segundo a psicóloga, os episódios começam e param repentinamene, atinge crianças de 2 a 7 anos e não tem causa determinada. “Tem algum fator genético, que pode ser acentuado por stress ou não”. Assim como no pesadelo, ele só deve gerar preocupação se as crises forem muito frequentes. “Não é caso de fazer terapia, mas um profissional poderá medicar um remédio que tranquilize o sono”, diz.

A especialista também sugere que os pais pesquisem sobre o tema para se tranquilizarem. “O distúrbio é benigno, não causa sequela”, ameniza.

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