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Futebol

Paulo André volta a criticar CBF e vê greve como "único caminho viável"

7 janeiro 2014 - 17h45
Cassems
Após o treino do Corinthians nesta terça-feira, no CT Joaquim Grava, o Bom Senso F.C. roubou a cena e virou o assunto principal. O zagueiro Paulo André, um dos líderes do movimento, voltou a criticar duramente a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e falou sobre a possibilidade de greve dos jogadores em 2014.
 
"[A greve] é mais do que possível, não está nada nada descartada, e na minha opinião é a única medida viável para que as pessoas que comandam o futebol façam algo sobre as reivindicações. A gente lamenta o desprezo e a falta de preocupação delas com o futebol brasileiro" afirmou.
 
Segundo o defensor, as diversas lideranças do movimento estiveram em contato durante as férias, já planejando as ações que ocorrerão na próxima temporada. A interpretação dos atletas é de que a entidade que comanda o futebol brasileiro não mostrou abertura ao diálogo e ignorou os pedidos.
 
"Dos pedidos que foram feitos, apenas a pré-temporada 2015 foi esticada, talvez não pelo Bom Senso, mas por vontade da Globo de não ter jogo em janeiro. No fim do ano divulgaram nota dizendo todos os pedidos foram atendidos. Não foram. Comunicamos a CBF no fim de setembro, começo de outubro, que se não tivesse mudança para 2015 este seria um ano difícil. Eles evitam o confronto com ideias, com debate. Nós propomos um Fair Play [financeiro] que funcione e um calendário muito mais equilibrado" disse o zagueiro.
 
Apesar da contundência na postura para 2014, Paulo André voltou a afirmar que não está nos planos do Bom Senso F.C., pelo menos por enquanto, uma posição sobre o desfecho do Campeonato Brasileiro, que acabou na Justiça Desportiva com o rebaixamento da Portuguesa.
 
"Não que precisa esperar o que vai acontecer pra depois se posicionar. Se começarmos a comentar tudo, viramos comentaristas esportivos, não é essa a ideia do Bom Senso. Se chegar em um momento em que a gente ache que deva se pronunciar, se pronuncia. Não dá para entrar em tudo, até pelo conhecimento que a gente tem do que aconteceu. Por que não se cobra dos outros clubes, da Federação Paulista, da própria CBF? É muito mais fácil cobrar uma posição de um movimento que existe há três meses do que deles, que vão se esquivar. Levantamos duas bandeiras, não conseguimos nenhum resultado nas duas até agora. Não estamos aqui para sermos justiceiros e salvarmos o mundo" disse.
 
Apesar de esclarecer que o movimento, oficialmente, não tem posição sobre o tapetão, o zagueiro deu sua opinião, atribuindo o ocorrido à desorganização das entidades que comandam o futebol brasileiro.
 
"Eu acho que a desorganização era tão grande que aconteceu algo como isso. Em campeonato de escola, de clube, o mesário não deixa jogador suspenso jogar. A CBF tem uma pessoa para isso, o delegado do jogo. É fruto da desorganização, agora já foi. Se tiver virada de mesa então, fica mais clara a bagunça. Sou a favor da liga, tem que cuidar do campeonato quem quer cuidar. A CBF diz que o Brasileiro não dá dinheiro para ela, então deixa na mão de quem quer cuidar", disparou.
 
Mesmo evitando posicionar-se sobre o tapetão, Paulo André revelou que, além do Fair Play Financeiro e do calendário, o movimento ainda pretende adotar mais uma bandeira.
 
"O Bom Senso nasceu com duas bandeiras, Fair Play e calendário, e quer mais uma, a do torcedor. A da não violência, das melhores condições e da maior acessibilidade nos estádios. Mas para isso, vamos precisar do diálogo, os torcedores precisam passar pra nós o que precisa melhorar" finalizou.
 
O Bom Senso F.C. deve anunciar antes do início do Campeonato Paulista, no dia 19 de janeiro, quais serão as primeiras ações para 2014. A possibilidade de uma paralisação no início dos estaduais é grande.
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