27 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Artigo

Os 16 anos do passe do estudante em Campo Grande

Fort  Atacadista - 21 ANOS

   O ano de 1992 marcou o país. Ano de conquistas olímpicas, da retomada das mobilizações de rua. Ano de protagonismo da juventude que, com suas caras pintadas, saiu às ruas para passar o “país a limpo”.

   Em Campo Grande, nesse mesmo ano, o movimento pelo Passe do Estudante tomou ruas, escolas e universidades pela conquista daquela que viria ser a mais bem-sucedida política de acesso e permanência dos estudantes campo-grandenses nas instituições de ensino.

  As manifestações e a união do movimento estudantil culminaram na sanção da Lei 3026/93 em 27 de Dezembro de 1993.

  Vitória garantida?

   Não! Viria fase mais importante para implementação e eficácia de uma lei com tamanho impacto social. Operacionalizar.

   Mais uma vez o movimento estudantil foi às ruas. Colaborou com a Secretaria que regulava o Transporte Público Municipal, desde ideias para a regulamentação até a entrega dos “passes” nas mãos dos estudantes.

   Os anos se passaram. O Passe do Estudante conseguiu se solidificar, cumprir seu objetivo de garantir o acesso aos estudantes às instituições de ensino. O processo se modernizou. Os estudantes deixaram de receber as imensas cartelas com os passes do mês. Passamos à era do cartão, que também serve para identificar os estudantes.

   Campo Grande cresceu, se desenvolveu, atraiu instituições de ensino superior e o Passe do Estudante acompanhou esse desenvolvimento.

  Muitos dos estudantes que hoje cursam o ensino superior em nossa cidade continuam os estudos única e exclusivamente graças à lei que permitiu às crianças, adolescentes, jovens e adultos mais que o direito de ir e vir.
Garantiu-lhes a realização de um sonho!

   É certo que assim como outras políticas sociais o Passe do Estudante foi questionado. Procurou-se, sobretudo, empurrar a culpa do aumento da tarifa do transporte coletivo para o colo dos estudantes.

   Mas a sociedade campo-grandense, o movimento estudantil e os prefeitos do PMDB que administraram a Capital nesses últimos 16 anos (Juvêncio César da Fonseca, André Puccinelli e Nelson Trad Filho) não aceitaram as pressões. Com firmeza mantiveram o compromisso com os estudantes.

   Para a juventude o Passe do Estudante é símbolo de luta e conquista.
Por isso, comemoramos os 16 anos do Passe do Estudante de Campo Grande, na certeza de que ainda vamos celebrar sua maioridade. E muitos outros anos de uma vitória histórica, fruto dos esforços dessa parcela da sociedade que, quando quer, move montanhas.

(*) A autora é presidente do Conselho Municipal
da Juventude de Campo Grande

 

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