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ONG de adoção que já ajudou mais de 7.500 cães tem 'test drive' de animais

8 janeiro 2014 - 13h40
O que supermercados, restaurantes e grandes feiras podem ter em comum aos fins de semana? Se você respondeu "feirinha pra adoção de animais de estimação", acertou. E a ONG Clube dos Vira-Latas tem trabalhado bastante para difundir a ideia.
 
Perto de completar 13 anos de existência, a ONG já ajudou mais de 7.500 cães a ganharem novos lares. Uma das estratégias do grupo é montar o estande em eventos diversificados, como lojas de surf e material de construção, restaurantes e academias de ginástica.
 
"A gente só precisa de um espaço físico pequeno, como o de duas garagens, já que nossos cercados são padronizados. E todos os animais saem com termo de compromisso de doação, com foto e um álbum com informações dadas pelo veterinário e exames feitos", explica Claudia Demarchi, diretora geral do abrigo.
 
Em cada feirinha organizada pela ONG, são levados de dez a 15 cães, geralmente os mais dóceis e os que já estão mais saudáveis. "Em cada evento podem ser doados um como dez. É muito sazional. Mas, nesses 12 anos de feirinhas, a taxa de devolução nunca ultrapassou a os 10%", contabiliza Demarchi.
 
"TEST DOG"
 
Quem não conhece alguém que ganhou um cãozinho e teve uma série de problemas à medida que o animal crescia? Para evitar tais problemas de compatibilidade, a ONG adota o "test dog", em que a pessoa pode devolver o cachorro caso tenha problemas com ele. E até trocar.
 
"Cachorro não vem com manual. Não deu certo? Não tem problema. Assim evitamos que o animal seja abandonado na rua." Para perceber a interação do bicho com o novo dono, a própria diretora leva o cão para o novo lar, caso o adotante não tenha carro.
 
E todos os animais que passam pelo abrigo são castrados. "Se um casal, em dez anos procriando, resulta em 10 mil animais na rua. A proliferação é muito grande. Eu não dou nem pra minha mãe um bicho sem castrar", afirma a diretora.
 
GASTOS
 
Atualmente com 500 animais alojados no abrigo, a ONG costuma gastar cerca de R$ 60 mil por mês, entre veterinários e os salários dos 15 funcionários. Entre rações, são consumidos, mensalmente, por volta de seis toneladas.
 
Como os cachorros são sempre doados, e nunca comercializados, o abrigo se sustenta com doações e venda de objetos confeccionados por eles, como calendários, camisetas e canetas.
 
A ONG tem a ajuda de muitos voluntários –entre eles, toda a diretoria–, que podem trabalhar nas campanhas de adoção, passeios e banho e tosa. "É muito relativo o número de pessoas que aparecem. Há tanto os que ajudam muito quanto aqueles que aparecem, tiram fotos para redes sociais e somem", lamenta a diretora.
 
O clube, que fica em Ribeirão Pires, grande São Paulo, não disponibiliza o endereço no site porque tem aqueles que abandonam animais na frente da ONG. Mas, quem tem interesse em ajudar ou visitar o local –10 às 15h–, há o e-mail contato@clubedosviralatas.org.br.
 
"Eu estou aqui há dez anos e, desde que eu entrei, ainda tem animal que continua aqui", finaliza a diretora.
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