22 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Show do Ano

O “Inclassificável” Ney Mato Grosso sábado e domingo no Palácio Popular da Cultura

Divulgação
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Ney Mato Grosso se apresenta em Campo Grande com show da turnê "Inclassificáveis" nos dias 29 e 30 de agosto.

Os ingressos para o "Inclassificáveis" custam R$ 120 para setores mais próximos do palco e R$ 100 reais para os outros setores, e estão à venda pelo Ingresso Fácil no Shopping Campo Grande. O reencontro de Ney Matogrosso com as performances do início de carreira,  "Inclassificáveis", sucesso de público e crítica que lotou o Canecão por duas semanas no Rio, não é nem de longe um "vale a pena ver de novo", é um show voltado para o presente. A infância em contato com a natureza, o interesse pela cultura dos Incas, os anseios da geração 68, a experiência hippie, o sucesso com os Secos e Molhados, são elementos atualizados em uma mitologia própria, que está nas músicas, no figurino, e na postura desafiadora com que o artista reage à realidade atual do país.

A relação fértil com gerações de compositores se revela no time escolhido por Ney Matogrosso, com artistas como Pedro Luis, Jorge Drexler, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso e Gilberto Gil, Edu Lobo e Chico Buarque, Itamar Assumpção e Alzira Espíndola e Cazuza. Há pelo menos 12 músicas inéditas no repertório, e a aposta no novo talento Dan Nakagawa, o músico e ator que tem sido reconhecido por artistas como Nando Reis, Lulu Santos e Jorge Mautner, e que propicia um dos momentos mais calmos de um show que em sua maior parte tem alta voltagem.

Equipe dirigida por Joel Pizzini estará em Campo Grande nos dias 29 e 30 de agosto acompanhando Ney Matogrosso, para a produção de documentário sobre a carreira do artista.O projeto, que aborda a trajetória do cantor desde sua infância em Bela Vista até o momento da turnê, começou em janeiro deste ano após proposta do Canal Brasil para a produção de um especial. Ney Matogrosso, que já havia trabalhado com Pizzini em Caramujo Flor, exigiu que a série fosse filmada pelo diretor.A idéia de produzir um longa-metragem nasceu durante a gravação da série. "As conversas evoluíram naturalmente para o longa pelas características do que estávamos vendo. Percebemos as possibilidades do material para o cinema, que tem outro tempo, diferente da série para a TV", diz Pizzini.

Imagens raras - Mais de 400 horas de material de arquivo do cantor foram pesquisadas pela equipe. A Globo e o Canal Brasil também colaboraram com compilação de material. "Existe um registro raro de uma fase incrível, o 'Homem de Neandertal', que é o trabalho mais radical do Ney. Na época a crítica não conseguiu assimilar a agressividade do trabalho, que teve participação do Piazzolla. São quarenta anos de carreira, e ele teve o cuidado de preservar o material, teve uma percepção do valor documental desses registros".

Pizzini ressalta porém que o tratamento dessa memória é voltado para o presente. "Queremos que as pessoas possam vivenciar uma experiência estética. E se em certo sentido o filme é uma evocação da história do Ney, isso acontece através do espetáculo, do corpo. Pensei muito nesse filme como a realização de uma escultura. Como um ato de resignificação da história. A memória na poética do corpo e na musicalidade da voz".

Fugindo do formato "DVD de banda", o diretor convidou Dib Lutfi (Terra em Transe) e Luis Carlos Saldanha (Câncer) para a direção de fotografia do filme. "Não são quinhentas câmeras fazendo um DVD de música. Convidamos dois grandes fotógrafos do cinema brasileiro pela necessidade de um olhar artístico, cuidadoso, que respeitasse a arte do Ney a aproximação que fizemos de seu cotidiano". O filme já está sendo montado e deve estrear na 14ª edição do festival "É Tudo Verdade", entre março e abril de 2009.

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