
Nomeados pelo papa Leão XIV, os novos bispos auxiliares da Arquidiocese de São Paulo, dom Márcio Antonio Vidal de Negreiros e dom Celso Alexandre, tomaram posse durante missa solene na Catedral da Sé, no domingo, 15. A celebração foi presidida pelo cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e reuniu bispos auxiliares, sacerdotes, diáconos, religiosos e fiéis leigos.
Na cerimônia, os dois receberam a provisão como vigários gerais e episcopais das regiões onde irão atuar. Dom Márcio ficará à frente da região episcopal de Santana, enquanto dom Celso assume a região do Ipiranga. As primeiras missas que marcam o início efetivo do ministério pastoral já estão programadas para esta semana.
A nomeação ocorre no ano em que a Arquidiocese de São Paulo celebra 280 anos de criação, contexto lembrado por dom Odilo durante a homilia.
"Agradecimentos a Deus porque, mais uma vez, olhou para a nossa arquidiocese, para suas necessidades e nos deu a graça de termos dois novos bispos auxiliares tão necessários em nossa arquidiocese", afirmou o arcebispo.
Ele também agradeceu ao papa Leão XIV por atender ao pedido de reforço no episcopado paulistano e destacou que a missão envolve responsabilidade e serviço ao povo de Deus. "Que Deus seja louvado e que nós possamos todos acolhê-los como um presente de Deus neste ano", disse.
Aos 68 anos, dom Márcio Antonio Vidal de Negreiros é natural de Dois Córregos, no interior paulista. Filho de agricultores e comerciantes, iniciou a caminhada religiosa em 1983, ao ingressar no Seminário Menor Santo Agostinho, em Bragança Paulista.
Em 1990, realizou o noviciado na Ordem de Santo Agostinho e professou os primeiros votos em janeiro de 1991. Foi ordenado diácono em maio de 1994, em São Bernardo do Campo, e presbítero em novembro do mesmo ano, em sua cidade natal.
Ao longo da vida religiosa, dedicou-se à formação permanente, participando de cursos, congressos e simpósios no Brasil e no exterior. Também exerceu funções de liderança entre os agostinianos. Antes da nomeação episcopal, anunciada em 24 de janeiro deste ano, atuava como secretário-geral da Organização de Agostinianos da América Latina e Caribe (OALA) e exercia o ministério pastoral como vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Bragança Paulista.
Na posse, expressou disposição para o novo desafio. "Ao iniciar esse ministério episcopal na arquidiocese de São Paulo, coloco-me diante de Deus e diante de vocês, com o coração cheio de alegria, gratidão e esperança", afirmou. Ele ressaltou que o episcopado é dom e responsabilidade e reforçou: "Não venho para ser servido, mas para servir e dar a vida", pedindo orações dos fiéis.
A primeira missa como vigário episcopal da região de Santana será celebrada neste sábado, 21, na Basílica Menor de Sant'Ana.
Caminho pastoral de dom Celso - Dom Celso Alexandre, de 58 anos, nasceu em Chavantes e ingressou no Seminário Arquidiocesano de São José, em Botucatu, em 1991. Cursou Filosofia em Marília e formou-se em Teologia no Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo.
Foi ordenado presbítero em fevereiro de 1999, na Diocese de Lins. Ao longo do ministério sacerdotal, foi pároco em seis paróquias das regiões sudoeste e oeste do Estado, com atuação mais intensa na Diocese de Ourinhos. Também participou de movimentos de renovação carismática e cursilhos de cristandade.
Antes da nomeação como bispo auxiliar, exercia a função de pároco da Catedral e coordenador da Pastoral em Ourinhos.
Em sua primeira saudação como bispo auxiliar, reconheceu o desafio de atuar em uma grande metrópole. "Estou chegando de uma realidade um pouco diferente da realidade pastoral de uma grande metrópole como a cidade de São Paulo, mas quero dizer que venho para esta missão que me foi confiada com o coração muito aberto, muito feliz, com firme propósito de continuar servindo a Deus e a Igreja", declarou.
Nesta sexta-feira, 20, ele preside a missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde que marca o início de seu ministério na região do Ipiranga.
A chegada de dois novos bispos auxiliares amplia o apoio ao arcebispo metropolitano na condução pastoral de uma das maiores arquidioceses do país. As regiões episcopais de Santana e Ipiranga passam a contar com novos responsáveis diretos pelas atividades pastorais, administrativas e de acompanhamento das comunidades.
Ao assumir o compromisso, ambos destacaram que a missão não é pessoal, mas de serviço à Igreja. Em um momento simbólico para a arquidiocese, a posse representa a renovação do compromisso pastoral em meio às demandas de uma metrópole com milhões de fiéis.

