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07 de janeiro de 2026 - 14h45
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MERCADO DE TRABALHO

MS cria 16,3 mil empregos formais em 12 meses e mantém mercado aquecido

Estado soma mais de 701 mil vínculos ativos e apresenta um dos menores índices de desemprego do país

6 janeiro 2026 - 07h10Maria Edite Vendas
Mato Grosso do Sul soma mais de 701 mil empregos formais ativos, segundo dados do Novo Caged
Mato Grosso do Sul soma mais de 701 mil empregos formais ativos, segundo dados do Novo Caged - (Foto:Marcelo Armôa\Comunicação Semadesc)

Mato Grosso do Sul fechou os últimos 12 meses com saldo positivo de 16.368 empregos formais, considerando o período entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. O resultado consta em levantamento da Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc, elaborado a partir dos dados do Painel de Informações do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

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Em novembro, o estoque total de empregos com carteira assinada no Estado atingiu 701.179 postos de trabalho. Na comparação anual, os indicadores apontam desempenho mais favorável em 2025, com crescimento de 309,13% no saldo de empregos e avanço de 2,39% no número total de vínculos formais em relação ao ano anterior. No mesmo período, a taxa de rotatividade ficou em torno de 33,09%, refletindo a dinâmica do mercado de trabalho local.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, os dados indicam estabilidade e manutenção do ritmo de contratações no Estado. Segundo ele, Mato Grosso do Sul figura entre as unidades da federação com menor taxa de desemprego, ocupando atualmente a quarta posição no ranking nacional. Na avaliação do gestor, a rotatividade observada está associada a um mercado ainda aquecido, impulsionado pela instalação de grandes empreendimentos e pela ampliação da atividade econômica.

Verruck também destacou a relevância de políticas públicas voltadas à qualificação profissional, como o programa MS Qualifica, que busca ampliar a formação da mão de obra local e atender à demanda gerada por novos investimentos, contribuindo para sustentar o crescimento econômico e a geração contínua de empregos formais.

O secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, Esaú Aguiar, avaliou que os números reforçam a solidez do mercado de trabalho sul-mato-grossense. De acordo com ele, mesmo com um ajuste registrado especificamente no mês de novembro, o Estado mantém trajetória positiva no acumulado anual, com mais de 16 mil novos postos de trabalho criados.

Aguiar ressaltou ainda que o total superior a 701 mil empregos ativos reflete o impacto direto de ações voltadas à qualificação profissional e à atração de novos negócios, ampliando as oportunidades de emprego e renda para a população em diferentes regiões do Estado.

Na análise setorial de novembro, o Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas lideraram a criação de empregos, com saldo positivo de 695 vagas. A Construção também registrou desempenho positivo, com 31 novos postos de trabalho no mês.

Em contrapartida, a Indústria e a Agricultura apresentaram os piores resultados no período, ambas com saldo negativo de 614 vagas, influenciando o desempenho geral do mês, embora sem comprometer o resultado positivo no acumulado de 12 meses.

No recorte por municípios, Dourados liderou o saldo positivo de contratações em novembro, com 189 vagas, seguido por Inocência, com 172, Campo Grande, com 123, São Gabriel do Oeste, com 101, e Bonito, com 67 novos postos de trabalho. Já os maiores saldos negativos foram registrados em Nioaque, com perda de 361 vagas, Chapadão do Sul, com 173, Sidrolândia, com 145, Ribas do Rio Pardo, com 141, e Naviraí, com redução de 121 empregos formais.

O levantamento também aponta diferenças no saldo de empregos conforme o perfil dos trabalhadores. Entre os homens, o saldo foi negativo, com redução de 1.555 postos de trabalho em novembro. Entre as mulheres, houve saldo positivo de 614 vagas no mesmo período.

Quanto ao grau de instrução, o melhor desempenho foi observado entre trabalhadores com Ensino Médio Completo, que apresentaram saldo positivo de 133 empregos. As demais faixas de escolaridade registraram saldo negativo, com destaque para o Ensino Fundamental Completo, que perdeu 451 vagas, e o Ensino Fundamental Incompleto, com redução de 310 postos de trabalho.

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