
O jornalista Erlan Bastos morreu aos 32 anos na manhã deste sábado (17), em Teresina, no Piauí. A informação foi confirmada pela NC TV Amapá, emissora do Grupo Norte de Comunicação, onde ele atuava como apresentador do programa Bora Amapá. A morte gerou forte comoção entre colegas de profissão, espectadores e seguidores nas redes sociais.
Conhecido pelo estilo direto e pela relação próxima com o público, Erlan Bastos construiu uma trajetória marcada pela cobertura de bastidores da mídia e do entretenimento. Além do trabalho na televisão, ele era colunista do portal Em Off, onde assinava conteúdos voltados ao noticiário do meio artístico e televisivo.
Ao longo da carreira, Erlan também teve passagens pela Record e pela TV Meio, ampliando sua experiência no jornalismo televisivo e consolidando sua presença em diferentes praças do país. Mesmo jovem, era visto como um profissional de personalidade forte e discurso crítico, características que ajudaram a ampliar sua visibilidade.
Há cerca de um mês, o jornalista havia sido internado após passar mal durante uma transmissão ao vivo. Na ocasião, Erlan apresentou fortes dores no peito e na região abdominal, além de fraqueza intensa e episódios de suor frio. Desde então, seu estado de saúde vinha sendo acompanhado, mas a causa da morte não foi divulgada.
Em nota publicada nas redes sociais, a NC TV Amapá lamentou a morte do apresentador e destacou a relevância do trabalho desenvolvido por ele no jornalismo local.
“Com imenso pesar, nos despedimos de Erlan Bastos, apresentador do Bora Amapá, que chegou há pouco tempo para integrar nossa equipe, mas deixou uma marca profunda e definitiva no jornalismo do estado”, afirmou a emissora.
O comunicado também ressaltou a postura profissional do jornalista e o impacto de sua atuação. “Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá”, diz a nota, que menciona ainda a coragem, o compromisso com a verdade e a atenção às demandas da sociedade amapaense.
A emissora encerrou a mensagem destacando o legado deixado pelo comunicador. “A partida inesperada e precoce deixa um vazio imenso, na redação, nas telas, no jornalismo e em todos que acreditam na força da informação como agente de transformação”, conclui o texto, ao prestar solidariedade à família, amigos, colegas de trabalho e ao público.
A morte de Erlan Bastos interrompe uma carreira em ascensão e reacende o debate sobre a pressão enfrentada por profissionais da comunicação, especialmente em ambientes de exposição constante e alta cobrança.

