
O músico e professor Adriano Praça, integrante do Grupo Acaba por cerca de quatro décadas, morreu nesta sexta-feira (6), em Campo Grande. Ele estava internado na Santa Casa da Capital havia aproximadamente dez dias, enfrentando um quadro de saúde considerado delicado. Até o momento, não há informações oficiais sobre velório e sepultamento.
A morte foi confirmada por Moacir Saturnino, músico e parceiro de longa data de Adriano no Grupo Acaba. Segundo ele, não foi informada a causa do falecimento. “A gente vinha acompanhando a internação, mas a perda é muito grande”, lamentou.
Adriano Praça integrou o Grupo Acaba desde o início da década de 1980. De acordo com Moacir, a entrada ocorreu por volta de 1982 ou 1983, e o músico permaneceu no grupo até 2016. Durante esse período, participou de praticamente toda a discografia do conjunto, que é referência na música regional de Mato Grosso do Sul.
Ligação com a música de sopro e a educação - Natural de Pernambuco, Adriano tinha uma relação profunda com os instrumentos de sopro, herança direta da tradição musical nordestina. “Ele era pernambucano, tinha a origem do frevo, do sopro. Os grandes instrumentistas de sopro são pernambucanos”, destacou Moacir Saturnino.
Além da atuação nos palcos, Adriano também construiu uma trajetória importante como educador. Segundo o colega, o músico sempre manteve forte vínculo com o ensino. “Ele era professor e sempre gostou muito da música”, afirmou.
Últimos trabalhos e legado - O último grande trabalho de Adriano com os integrantes do Grupo Acaba ocorreu em 2016, durante o projeto que celebrou os 50 anos da banda. Na ocasião, o grupo realizou a gravação de quatro discos e lançou um documentário em longa-metragem, do qual Adriano também participou.
Mesmo após o afastamento oficial do grupo, o músico continuou envolvido com produções culturais. “Até 2018 ele participou de um filme também”, relembrou Moacir.
Para os colegas e admiradores, a morte de Adriano Praça representa uma perda significativa para a música brasileira e, especialmente, para a cena cultural sul-mato-grossense. Sua trajetória, marcada pela dedicação à música instrumental e à formação de novos músicos, deixa um legado que atravessa gerações.

