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17 de fevereiro de 2026 - 21h20
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CARNAVAL INTERNACIONAL

Mocidade Alegre viraliza no exterior com carro de Iemanjá no carnaval de SP

Campeã de 2026, escola homenageou Léa Garcia e destacou ancestralidade africana

17 fevereiro 2026 - 19h50Priscila Mengue
Carro de Iemanjá da Mocidade Alegre viralizou nas redes sociais internacionais.
Carro de Iemanjá da Mocidade Alegre viralizou nas redes sociais internacionais. - (Foto: Instagram/@mocidadealegre)

A vitória da Mocidade Alegre no carnaval de São Paulo em 2026 ultrapassou as arquibancadas do Anhembi e ganhou repercussão internacional. Nas redes sociais, vídeos do desfile viralizaram em perfis estrangeiros, especialmente por causa do imponente carro alegórico de Iemanjá, que se tornou símbolo da apresentação.

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Publicações no X (antigo Twitter) somaram centenas de milhares de visualizações e destacaram a valorização da ancestralidade africana no Brasil. “A forma como a África se manifesta no carnaval brasileiro é simplesmente linda para mim!”, diz uma das postagens, que alcançou um milhão de visualizações. Outra publicação, com mais de 608 mil visualizações, afirmou: “Para mim, não existe comunidade negra fora da África que se orgulhe mais de sua herança africana do que a negritude afro-brasileira. Linda”.


Segunda maior campeã do carnaval paulistano, a Mocidade Alegre conquistou o 13º título com o enredo Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra, em homenagem à atriz Léa Garcia.

O carro alegórico que chamou a atenção internacional trouxe a representação africana de Iemanjá, adornada com conchas e marcada pelo efeito cenográfico de queda d’água. A alegoria foi inspirada no filme A Deusa Negra (1978), do cineasta nigeriano Ola Balogun, no qual Léa interpretou a divindade.

A ancestralidade e a representatividade africana da atriz foram eixos centrais do desfile. Em um dos trechos do samba-enredo, a escola exaltou: “Consagração da negritude/ Resiste entre tantos personagens/ A pele preta é armadura/ No palco, expressão de liberdade”.

A apresentação revisitou momentos importantes da carreira de Léa Garcia, desde sua atuação no Teatro Experimental do Negro até papéis consagrados no cinema e na televisão.

Carioca, Léa estrelou Orfeu Negro (1959), produção francesa dirigida por Marcel Camus e gravada no Brasil, vencedora do Oscar de filme estrangeiro. Em 2005, recebeu o Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado por As Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo. Ao longo da carreira, participou de dezenas de produções no cinema e na TV.

A atriz morreu em 2023, aos 90 anos, no dia em que seria homenageada no Festival de Cinema de Gramado.

No desfile da Mocidade, Léa foi representada na comissão de frente pela médica Thelma Assis, campeã do Big Brother Brasil 2020. O médico e ex-BBB Fred Nicácio também participou, interpretando Abdias Nascimento, intelectual e artista brasileiro que foi casado com a atriz.

Fundada em 1967, a Mocidade Alegre é presidida por Solange Cruz Bichara Rezende. O desfile campeão teve assinatura do carnavalesco Caio Araújo, com bateria comandada pelo Mestre Sombra.

A escola foi a terceira a entrar na avenida no sábado, 14, e voltou ao topo após ter conquistado os títulos de 2023 e 2024.

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