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COMÉRCIO

Mobilização da ACICG impede o fechamento total do comércio em Campo Grande

Por meio de estudo técnico e diversas reuniões com representantes do poder público, Associação Comercial provou que um lockdown poderia acentuar ainda mais os prejuízos provocados pela pandemia na Capital

14 agosto 2020 - 14h05Assessoria de Comunicação
Associação Comercial e Industrial de Campo Grande
Associação Comercial e Industrial de Campo Grande - (Foto: Reprodução)
O FLOR DA MATA - NOTICIAS

Os últimos anos não têm sido nada fáceis para o comércio de Campo Grande. O setor - maior responsável por sustentar a economia da Capital - vinha se recuperando das últimas crises econômicas que assolaram o país, porém, mal começou 2020 e uma nova ameaça veio ao seu encontro - a pandemia. 

Desde março deste ano, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande se mobiliza diariamente para ajudar as empresas da Capital a enfrentarem a Covid-19. A mais recente batalha vencida pela entidade aconteceu na última semana, quando conseguiu provar, por meio de muito diálogo e um estudo técnico, a não necessidade do fechamento total dos estabelecimentos comerciais no município. 

O lockdown foi solicitado pela Defensoria Pública do Estado à Justiça no dia 3 de agosto, mas antes mesmo do pedido do Órgão, no dia 23 de julho, o economista-chefe da ACICG, Normann Kalmus apresentou em reunião de diretoria da entidade o estudo técnico que avalia a real necessidade do lockdown.

“A pandemia se transformou em um bombardeio de opiniões contraditórias e sem respaldo técnico. Muitas ações tomadas não apresentam qualquer embasamento, embora atinjam a população e as empresas em relação a seus direitos essenciais. O que percebemos ao longo deste estudo é que o lockdown para proteger o cidadão não tem respaldo científico”, avalia Kalmus.

O estudo está disponível no site da Associação Comercial - acicg.com.br -, e as conclusões apresentadas foram embasadas em dados obtidos a partir do registro de experiências em diversos países, e são de domínio público.

Um dos pontos mais impactantes ressaltados pelo economista-chefe da entidade foi a comparação amplamente disseminada de que o novo coronavírus seria a “nova gripe espanhola”. “De janeiro de 1918 a dezembro de 1920, um quarto da população mundial foi infectada com a gripe espanhola, e isso representou 500 milhões de infectados, e uma letalidade 3,5%. Trazendo para os dias atuais, se a Covid-19 realmente fosse uma nova versão da gripe espanhola, o mundo já teria alcançado a marca de 2 bilhões de pessoas infectadas, mas até a data da apresentação do estudo a média era de 15 milhões”, argumenta.

Kalmus lembrou ainda que, na média mundial, a velocidade de contágio está caindo, “posicionando-se em aproximadamente 1,5% ao dia, metade do ritmo que tínhamos no final de abril. Em primeiro de abril, a variação frente ao último dia de março foi de 8,76%, e em 13 de março foi de 13,13%, frente ao dia anterior”. 

Outros dados técnicos como, por exemplo, a perda de 2,8 bilhões de postos de trabalho pelo mundo, somado ao fato de que 62% dos trabalhos no mundo são informais, e que a insegurança alimentar aumentou de 130 para 260 milhões e pessoas no planeta, encorajaram ainda mais a Associação Comercial a lutar para que a cidade não integrasse essa triste estatística.

Tema é muito discutido

A entidade já vinha alertando sobre a ineficácia da medida para barrar o avanço da pandemia causada pelo Coronavírus, tendo como base a experiência recente da própria Capital, além de outras cidades, estados e países – como Cuiabá, São Paulo, Argentina e Nova York – que adotaram o fechamento dos estabelecimentos e continuaram com grande aumento do contágio e da demanda por leitos de UTI.

“A Associação Comercial trabalhou incansavelmente pelo o consenso sobre a não necessidade de um lockdown em Campo Grande. Conseguimos construir esse acordo a várias mãos - Associação Comercial, Ministério Público, Defensoria, Prefeitura e a Câmara de vereadores. Em nossa cidade, até a última quinta-feira (14), mais de 88% dos infectados já estavam recuperados, e a taxa de letalidade era de 1,5%. Se considerarmos que o número de infectados pode ser 10 vezes maior, a taxa de letalidade cai para 0,015%. Ou seja, apresentamos dados suficientes para provar que o bloqueio total do comércio e serviços teria efeitos devastadores à economia da cidade, afetando diretamente a manutenção dos postos de trabalho, impactando na produção, na demanda e no consumo”, analisa o primeiro-secretário da ACICG, Roberto Oshiro. 

Nesse momento, a Associação Comercial considera essencial que as medidas protetivas e os protocolos de biossegurança, como o uso de máscara e do álcool gel e o distanciamento social, sejam intensificados por toda a sociedade. “O comércio vem fazendo a sua parte, mas, tão importante quanto, é a população se conscientizar de que o seu comportamento influencia diretamente no avanço da pandemia. Conforme o prefeito vem demonstrando, as fiscalizações têm dado resultados na queda das aglomerações e no número de acidentes, ajudando a diminuir o número de ocupação de leitos. As fiscalizações serão intensificadas pela Prefeitura, e quem não estiver cumprindo os decretos deve ser duramente punido”, acrescenta Oshiro.

Renato Paniago, presidente da ACICG lembrou que o comércio tem sido duramente prejudicado desde o início da pandemia, “e não pode sofrer ainda mais. A Associação Comercial, que representa mais de oito mil empresas somente na Capital, tem um papel social muito grande, e nossa orientação, assim como o desejo de toda a classe empresarial é que os postos de trabalho sejam mantidos na nossa cidade. Esse cenário seria praticamente impossível diante de um lockdown e não resolveria o problema da saúde. Muito pelo contrário. A maioria das empresas não têm reservas para se manterem fechadas por muito tempo, com os altos custos de folha de pagamento, aluguel, fornecedores, e nós já passamos por um período de fechamento lá do início da pandemia”. 

O presidente da Associação Comercial considera também que é preciso agir com maior agilidade de modo a garantir a disponibilização de testes para toda a população. “Os protocolos profiláticos podem evitar que as pessoas positivadas para a doença venham a ter seu estado de saúde piorado e seja necessário o uso de UTI. Isso sim vai contribuir para evitar o caos na saúde. A participação de toda a sociedade, as medidas protetivas e o respeito aos protocolos de segurança, muito praticados pelas empresas e incentivado pela Associação Comercial a todo momento, seguramente são as ações que vão diminuir da disseminação do vírus”. 

A ACICG tem participado, desde o início da pandemia, do comitê de gerenciamento da crise da COVID-19, atuado junto aos órgãos públicos municipais e entidades representativas da sociedade civil organizada para compartilhar a realidade e necessidade dos setores de comércio e serviços e colaborar na contenção do avanço da pandemia. A entidade, que contribuiu para que a reabertura dos negócios ocorresse de maneira segura e organizada, disseminando instruções e orientações sobre as decisões governamentais e os principais protocolos de segurança, continuará ativa nesse processo, buscando o equilíbrio entre a saúde e a economia. Continuaremos trabalhando para impedir a propagação do novo Coronavírus bem como a piora da economia de nossa Cidade Morena.

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