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INTERNACIONAL

Ministro acusa EUA de matar equipe de segurança de Maduro durante ataque

Defesa venezuelana fala em mortes a sangue frio e cobra libertação do presidente detido em Nova York

4 janeiro 2026 - 17h00Agência Brasil
Ministro da Defesa da Venezuela acusa Estados Unidos de matar integrantes da segurança de Nicolás Maduro durante operação militar.
Ministro da Defesa da Venezuela acusa Estados Unidos de matar integrantes da segurança de Nicolás Maduro durante operação militar. - (Foto: Miraflores Palace)

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou neste domingo (4) que integrantes da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foram mortos “a sangue frio” durante a operação militar conduzida pelos Estados Unidos no sábado (3), que terminou com a captura do chefe do Executivo venezuelano.

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A declaração foi feita em vídeo divulgado pelo governo, no qual Padrino aparece ao lado de membros das Forças Armadas. Segundo o ministro, entre as vítimas estão “soldados, soldadas e cidadãos inocentes”. Ele não apresentou nomes nem números oficiais de mortos.

Ao ler um comunicado, Padrino condenou a ação norte-americana e classificou a operação como uma violação grave da soberania venezuelana. No pronunciamento, também exigiu a libertação imediata de Maduro, que está preso em Nova York sob acusação de narcoterrorismo.

No sábado (3), moradores de Caracas relataram explosões em diferentes bairros da capital venezuelana durante a ofensiva militar. Em meio à operação, forças de elite dos Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, que foram levados para os Estados Unidos.

A ação reacendeu o debate sobre intervenções diretas de Washington na América Latina. A última invasão militar norte-americana a um país da região ocorreu em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado sob acusações de narcotráfico.

Assim como no caso panamenho, o governo dos Estados Unidos acusa Maduro de liderar um suposto cartel conhecido como De Los Soles. Segundo Washington, o grupo estaria ligado ao tráfico internacional de drogas. Até o momento, no entanto, não foram apresentadas provas públicas que sustentem a acusação.

Especialistas em tráfico internacional de entorpecentes questionam a própria existência do cartel. Ainda assim, o governo do presidente Donald Trump mantinha uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos da operação, a captura do presidente venezuelano vai além do discurso de combate ao narcotráfico. Analistas apontam que a ação tem forte motivação geopolítica, com o objetivo de afastar a Venezuela de aliados estratégicos dos Estados Unidos, como China e Rússia.

Outro ponto central é o petróleo. A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de óleo do mundo, e o controle sobre o setor energético é visto como um fator determinante nas decisões de Washington em relação ao país.

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