28 de setembro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
sebrae revolution2
SEM PERIGO

Mineradora garante ao prefeito de Corumbá que barragens não apresentam riscos

O risco de um eventual rompimento da barragem afetar o Pantanal ou a cidade é praticamente inexistente.

24 novembro 2015 - 17h50da redação
Prefeito de Corumbá e tecnicos visitam a maior barragem da Vale25j
Prefeito de Corumbá e tecnicos visitam a maior barragem da Vale25j - Divulgação

Das 15 barragens que a mineradora Vale possui em Corumbá, apenas uma – a Gregório, instalada no Morro Santa Cruz – é considerada de médio porte. A capacidade máxima do equipamento, utilizado para armazenar rejeitos da extração do minério de ferro, é de 9,3 milhões de metros cúbicos, mas nunca operou em seu volume máximo, garantiu a mineradora durante visita do prefeito Paulo Duarte ao Morro do Urucum, que concentra as reservas minerais do município.
 
E segundo o gerente de Operações da Vale na região, Olemar Tibães Lopes Júnior, todas essas barragens da empresa na cidade são consideradas de baixo risco, de acordo com a Política Nacional de Barragens, que entrou em vigor em 2013. “Todos os laudos e estudos foram encaminhados para o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) em março deste ano, mas as informações no órgão não foram atualizadas”, esclareceu.
 
Desta forma, o risco de um eventual rompimento da barragem afetar o Pantanal ou a cidade é praticamente inexistente. E o primeiro motivo apresentado pelos técnicos da mineradora é a segurança do equipamento. “É feita um vistoria semanal no local e nunca constatamos nenhum vazamento de água, que é o grande perigo para uma barragem”, afirmou Olemar Junior.
 
Baixo impacto

 
Toda água que resulta da extração mineral é bombeada por um sistema próprio e utilizada para molhar as estradas da área de lavra. E se uma chuva extremamente forte atingir a região, um extravasor (equipamento que lembra muito um sangradouro, ou ladrão, existente nas caixas d’água residenciais) escoaria o líquido de forma adequada e impediria uma pressão maior no reservatório.
 
“Esse extravasor existe, funciona, mas nunca precisou ser usado. Precisaríamos ter uma chuva que nunca caiu em 10 mil anos para que ele entrasse em operação. Mesmo assim ele está aqui, pronto para uso”, reforçou o gerente da Vale. Outro motivo apresentado pela Vale para descartar qualquer dano ao Pantanal ou mesmo à região do distrito de Antônio Maria Coelho, é o tipo de rejeito gerado na extração do ferro.
 
“Esse material é inerte, de alta compactação”, detalhou Olemar. Se por algum fator externo a barragem Gregório se rompesse, esse material atingiria, no máximo, 1,8 quilômetro de extensão. Isso por causa da densidade do resíduo e da própria geografia do local. O córrego mais próximo dali é o Piraputanga, cuja nascentes ficam localizadas a quase quatro quilômetros de distância da barragem.
 
Segurança
 
Todas as explicações técnicas, ambientais e geográficas sobre as barragens da Vale na região foram apresentadas nesta terça-feira, 24, ao prefeito Paulo Duarte, a vice-prefeita e diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente, Marcia Rolon, e a vereadora Cristina Lanza, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
 
O encontro começou na prefeitura e terminou com uma visita técnica na barragem Gregório, onde todas as informações foram notadas in loco. O prefeito Paulo Duarte mostrou-se bastante satisfeito com as explicações e ponderou sobre a importância da empresa abrir suas portas para explicar como é feito o trabalho de mineração no município, além de tranquilizar a população.
 
“É muito importante o que a empresa está fazendo. Pela primeira vez estamos aqui, buscando saber como o processo de mineração funciona e a Vale se mostrou muito solícita e está de portas abertas para quaisquer explicações, não somente para o Poder Público Municipal, como também para o Ministério Público, DNPM e outros órgãos estaduais”, ressaltou o chefe do Executivo municipal.
 
“Quero agradecer a disponibilidade da equipe, especialmente porque várias notícias têm sido veiculadas de forma errada e irresponsável, sem apurar todos os fatos, o que acaba causando preocupação e até pânico nos moradores da cidade”, concluiu o prefeito de Corumbá.
 
Reunião
 
Antes da visita ao morro Santa Cruz, a equipe da Vale Mineradora fez uma apresentação técnico para explicar como são e como funcionam as barragens em Corumbá. Ao todo a empresa possui 15 barragens, sendo 14 consideradas de pequeno porte, com capacidade de até 125 mil metros cúbicos de rejeitos. A única que é considerada de porte médio, que é a de Gregório, possui uma capacidade muito menor que a barragem que se rompeu no município de Mariana, em Minas Gerais.
 
Os técnicos explicaram que até 2013, quando foi aprovada a Política Nacional de Barragens, os locais para depósito dos rejeitos de minérios aqui em Corumbá eram considerados como bacias, devido a pouca quantidade de material descartado e também por oferecerem baixo risco.
 
O diretor da Vale, Olemar Tibães, reforçou que as 15 barragens localizadas no município são consideradas de baixo risco principalmente por causa da qualidade do minério extraído na região e também devido à forma com que o material é processado, não necessitando de uma quantidade grande de água para ser lavado. “Devido à alta qualidade do nosso minério não precisamos utilizar grandes quantidade de água e nem mesmo agentes químicos no seu processamento. Por isso as barragens são mais compactas, com pouco volume de água e os rejeitos são inertes (sem a ação dos agentes químicos)”.
 
Segundo a equipe técnica, outro fator que torna a área de mineração mais segura e relativamente livre de grandes potenciais de risco para acidentes iguais ao que aconteceu em Mariana (MG) é a forma como é realizado o processo de segurança em todas as barragens. Além da licença ambiental, que é válida até setembro de 2016, técnicos fazem a vistoria diária nas estruturas das barragens para verificar quaisquer irregularidades.
 
Ainda de acordo com os estudos e acompanhamento das equipes da mineradora, se houver um rompimento da estrutura a extensão máxima que os rejeitos percorrerão não deverá passar dois quilômetros, “primeiro porque há uma barreira feita com o próprio minério e segundo porque há a contenção do próprio terreno que é em aclive, ou seja, os rejeitos teriam de ultrapassar até mesmo as leis da física para causar qualquer dano parecido com o que ocorreu na cidade mineira”, reforça Olemar.
 Em relação a episódios passados (nos anos de 2012 e 2014), o diretor da empresa ponderou que em nenhum desses dois eventos houve rompimento de quaisquer barragens. No primeiro episódio houve um rompimento de tubulação, o que ocasionou a poluição de um córrego do local. No segundo episódio ocorreu uma precipitação de chuva acima do esperado e a água invadiu localidades próximas.

 Após esse evento, a empresa implantou sistemas de drenagem da água da chuva para evitar as enxurradas - os chamados “sumps”, sulcos feitos na beira estrada que armazenam a água que desce da morraria, fazendo com que a enxurrada perca força e volume ao longo do caminho.

 

Banner Whatsapp Desktop
GAL COSTA

Últimas Notícias

ver todas as notícias

Enquete

Você já sabe em quem votar para prefeito de seu município?

Votar
Resultados
TJ MS INTERNO
TJ MS
pmcg ms