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Milei chama de "farsa" denúncias de corrupção e provoca opositores após ataques

Presidente da Argentina se defende de acusações de suborno e critica oposição durante encontro com empresários

28 agosto 2025 - 20h15Redação, O Estado de S. Paulo
Imagem mostra o presidente Javier Milei ao lado da irmã e secretária-geral da Presidência, Karina Milei, durante uma carreata em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, nesta quarta-feira, 27. Argentino foi alvo de pedradas durante o evento.
Imagem mostra o presidente Javier Milei ao lado da irmã e secretária-geral da Presidência, Karina Milei, durante uma carreata em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, nesta quarta-feira, 27. Argentino foi alvo de pedradas durante o evento. - (Foto: Juan Mabromata/JUAN MABROMATA)
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O presidente da Argentina, Javier Milei, reagiu com firmeza às denúncias de corrupção envolvendo sua irmã, Karina Milei, e um suposto esquema de subornos. Durante um almoço com empresários nesta quinta-feira, 28, ele chamou as acusações de "farsa", alegando que eram parte de uma estratégia de uma "casta" política que deseja prejudicá-lo.

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"A novela desta semana é apenas mais um item na longa lista de farsas da casta e, como todas as anteriores, é mais uma mentira", declarou Milei, que se colocou à disposição da Justiça para esclarecer a situação. "Esperamos que tudo seja esclarecido o mais breve possível", acrescentou o presidente argentino.

Milei também desqualificou os áudios divulgados por Diego Spagnuolo, ex-aliado e ex-membro de seu governo, que acusam seu governo de receber propinas de empresas farmacêuticas. Segundo o presidente, os áudios são falsos e afirmou que juízes estavam perdendo tempo com "truques políticos" ao investigar o caso.

Em sua fala, o presidente também fez referência ao ataque que sofreu na quarta-feira, quando foi alvo de pedras e objetos durante um evento eleitoral nos arredores de Buenos Aires. "Ainda tenho reflexos", brincou Milei, enfatizando que não se intimida com o episódio.

"Obrigado, Kukas (apelido depreciativo para os kirchneristas), agora vou fazer melhor", provocou, demonstrando que o episódio apenas o motivava mais.

Milei também relacionou a divulgação dos áudios com as campanhas políticas para as eleições em Buenos Aires, em 7 de setembro, e para as legislativas, em 26 de outubro. "Vamos deixar uma coisa clara: nem as pessoas estão mastigando vidro, nem vamos nos deixar intimidar por essas ações covardes. Isso nos encoraja porque mostra que eles estão com medo, estão desesperados. Eles não estão vindo por Milei, estão vindo pela liberdade de todos os argentinos", afirmou.

Este é o segundo pronunciamento público de Milei sobre os áudios atribuídos a Spagnuolo. O ex-diretor da Agência Nacional para Pessoas com Deficiência (Andis) denunciou, nos áudios, o pagamento de propinas para fechar contratos com a indústria farmacêutica, sendo a maior parte do valor destinada a Karina Milei.

Após a revelação, Spagnuolo foi demitido e está sendo investigado pela Justiça. As sedes da Andis e da empresa Suizo Argentina, envolvida no esquema, foram alvo de buscas e apreensão.

Milei, que havia se mantido em silêncio até o incidente desta quarta-feira, agora promete processar Spagnuolo, que também era seu advogado pessoal. Além disso, o presidente responsabilizou a oposição, especialmente os setores mais próximos da ex-presidente Cristina Kirchner, pelos ataques e pela divulgação dos áudios. "Neste 7 de setembro, o kirchnerismo usará todas as ferramentas disponíveis para distorcer a eleição. Eles cometerão fraudes, farão campanha negativa, tudo", disse.

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