
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, chegaram na manhã desta segunda-feira (5) ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, onde participam de uma audiência de custódia após serem capturados por forças dos Estados Unidos. O casal está detido em um presídio federal no Brooklyn, também em Nova York, desde o fim de semana.
De acordo com a Justiça norte-americana, a audiência será conduzida pelo juiz Alvin K. Hellerstein, às 14h (horário de Brasília). Nesse primeiro depoimento, Maduro e Cilia serão formalmente informados sobre as acusações criminais que pesam contra eles.
Os dois são apontados por promotores dos EUA como líderes de um governo corrupto e envolvido com o narcotráfico internacional. As denúncias incluem conspiração para importar cocaína, narco-terrorismo, posse e conspiração para posse de metralhadoras e explosivos.
Além do casal, o filho de Maduro e outras três pessoas foram indiciados pelos mesmos crimes, embora ainda não tenham sido capturados na operação militar norte-americana que levou à prisão do presidente venezuelano no último sábado (3).
A ofensiva dos EUA na Venezuela provocou forte reação internacional. O governo americano afirma não reconhecer Maduro como chefe de Estado legítimo e sustenta que o país vive sob um regime autoritário.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou após a captura que Maduro “chefiava uma organização criminosa narcoterrorista”, mas não apresentou provas das acusações. Enquanto isso, aliados do presidente deposto afirmam que sua equipe de segurança foi executada durante a operação e pedem mobilização pela libertação do líder venezuelano.
A audiência de hoje é o primeiro passo no processo judicial que pode determinar o futuro político e jurídico de Maduro nos Estados Unidos — e aumentar ainda mais as tensões diplomáticas na América Latina.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne nesta segunda-feira, para discutir a operação dos Estados Unidos que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Em paralelo, o ex-líder passa por uma audiência de custódia em um tribunal de Nova York.

