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Emprego

Lula prevê recorde de empregos formais em dezembro

9 dezembro 2009 - 17h07
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  Lula lembrou que, enquanto o Brasil comemora a geração de empregos, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comemora a queda no ritmo de redução dos postos de trabalho. Lula afirmou que o emprego no País está "com viés de alta".

  O presidente, que discursou hoje na última reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), também afirmou que pelo menos duas coisas que lhe aconteceram durante sua gestão valeram a pena.Uma delas foi a realização do segundo turno das eleições em 2006. Segundo ele, havia a possibilidade de vitória no primeiro turno, mas "Deus colocou o segundo turno para que as pessoas não ficassem o ano inteiro remoendo a pequena diferença de votos".

  A segunda questão, disse Lula, foi a crise financeira internacional, que mostrou que seu governo não tem apenas sorte. Ele lembrou que o País passou por outras três crises e "quebrou três vezes".

  Lula destacou ainda que o Brasil agora empresta dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e que, recentemente, aumentou seu aporte, de US$ 10 bilhões para US$ 14 bilhões. "Agora, temos direito a veto, olha que chique o Guido (Mantega, ministro da Fazenda) ser consultado para o FMI emprestar para alguém", brincou.

Novas medidas

 "Há quanto tempo não se via, em função da solidez da economia, medidas como essas para o ano seguinte?", disse Lula.

  Mantega anunciou uma série de medidas para impulsionar a economia, entre elas uma nova linha de crédito de R$ 80 bilhões do BNDES para financiamento de investimentos, recursos de R$ 15 bilhões para a indústria naval e a suspensão de cobrança de impostos sobre investimentos na área de petróleo

  Lula destacou a importância das medidas e lembrou que, em 22 de dezembro do ano passado, precisou ir à televisão para incentivar a população a consumir. Ele aproveitou o momento para criticar as federações de comércio que, segundo ele, deveriam ter incentivado o consumo

  De acordo com o presidente, as medidas visam fazer com que "a sociedade toda suba os degraus junto". "Não se pode ter um distanciamento daquele que está no andar de baixo daquele que está no andar de cima", disse.

  Para ele, a experiência da crise mostrou a analistas econômicos, "palpiteiros e céticos deste País" que distribuição de renda e aumento de salário dos pobres não traz inflação. "Dar um pouquinho de dinheiro para os excluídos deste País não desmonta a economia como alguns disseram", afirmou.

  No entanto, o presidente recomendou que os integrantes do governo contenham a euforia com os resultados alcançados na economia. Segundo ele, quem tem que comemorar é o povo. "No governo, precisamos ter cuidado para que não festejemos as coisas boas. O que precisamos é refletir se podemos fazer um pouco mais do que fizemos e deixar o povo comemorar", afirmou.

Emissão

  O presidente afirmou ainda que a medida que permite a emissão de debêntures pelos bancos privados ajuda essas instituições a competirem com os bancos públicos, que têm acesso aos recursos do Tesouro Nacional. "As empresas não podem depender de um banco, de um governo. Elas têm que depender de todos. É como uma orquestra em que todos os instrumentos são importantes", disse.

  Ele também destacou a importância da medida que viabiliza o apoio BNDES para a aquisição de ações de micro, pequenas e médias empresas dos setores de bens de capital e autopeças pelos seus trabalhadores. A ideia do projeto piloto é avaliar primeiramente os resultados, antes de expandir a iniciativa.

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