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02 de janeiro de 2026 - 20h24
ASTRONOMIA

Lua Cheia de Perigeu poderá ser observada neste sábado, mas diferença será quase imperceptível

Fenômeno conhecido popularmente como Superlua ocorre quando a Lua está mais próxima da Terra

2 janeiro 2026 - 18h45Agência Brasil
Lua Cheia de Perigeu ocorre quando o satélite está mais próximo da Terra, mas diferença é quase imperceptível a olho nu.
Lua Cheia de Perigeu ocorre quando o satélite está mais próximo da Terra, mas diferença é quase imperceptível a olho nu. - (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A Lua Cheia que poderá ser observada no céu neste sábado (3) é popularmente chamada de Superlua, mas o termo correto, segundo os astrônomos, é Lua Cheia de Perigeu. O fenômeno acontece quando a Lua atinge o ponto mais próximo da Terra em sua órbita, o chamado perigeu — junção dos termos peri (próximo) e geo (Terra).

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Nessa condição, a Lua pode parecer cerca de 6% maior e até 13% mais brilhante do que uma Lua Cheia considerada média. Ainda assim, especialistas ressaltam que a diferença é mínima e dificilmente perceptível a olho nu.

De acordo com o astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Lua não muda de tamanho. “Na realidade, a Lua apenas se aproxima mais da Terra. Essa variação de distância dá a impressão de que ela fica um pouco maior”, explicou à Agência Brasil.

A Lua Cheia de janeiro ocorre às 7h03 deste sábado, no horário de Brasília. O diâmetro aparente será de 32,92 minutos de arco, considerado relativamente grande se comparado à chamada Microlua prevista para 31 de maio, que terá 29,42 minutos de arco.

No início de 2026, a Lua esteve a cerca de 362.312 quilômetros da Terra. Já na Microlua de maio, a distância será bem maior, aproximadamente 406.135 quilômetros. Mesmo com essa variação, Langhi destaca que a mudança visual é sutil demais para a maioria das pessoas.

“Imagine que você segura uma bola com as mãos e a aproxima ou afasta do rosto. Ela parece maior ou menor conforme a distância, mas a bola não muda. Com a Lua acontece a mesma coisa”, comparou o astrônomo. Segundo ele, apenas observadores experientes conseguem notar pequenas diferenças. “Mesmo para nós, que observamos o céu com frequência, não é algo tão evidente”, disse.

Por isso, Langhi considera exagerado o uso do termo Superlua. “As pessoas acham que a Lua vai ficar gigante no céu, mas isso não acontece”, afirmou.

Avaliação semelhante faz o físico e astrônomo João Batista Canalle, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Para ele, o fenômeno não tem relevância do ponto de vista científico. “É a mesma Lua Cheia de sempre. Apenas uma coincidência orbital”, afirmou.

Canalle destacou que, assim como a Terra se aproxima mais do Sol em determinados períodos sem que isso altere visivelmente o tamanho do astro no céu, o mesmo ocorre com a Lua. “Mesmo no perigeu, ninguém percebe diferença a olho nu”, disse.

Segundo ele, termos como Superlua e Microlua acabam criando uma expectativa exagerada no público. “É um nome enganador. A Lua continua sendo Lua Cheia. Astronomicamente, isso não tem nenhuma relevância”, concluiu.

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