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11 de fevereiro de 2026 - 18h20
CASO EM CONGONHAS

Latam demite piloto preso por suspeita de chefiar rede de exploração sexual

Companhia confirma desligamento e afirma que adota política de tolerância zero; prisão ocorreu dentro de avião em SP

11 fevereiro 2026 - 16h30
Piloto foi preso no Aeroporto de Congonhas durante operação da Polícia Civil de São Paulo.
Piloto foi preso no Aeroporto de Congonhas durante operação da Polícia Civil de São Paulo. - Foto: Polícia Civil-SP

A Latam Airlines informou nesta semana que demitiu o piloto Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, preso na segunda-feira, 9, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele é investigado sob a acusação de comandar uma rede de exploração sexual de crianças.

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Em nota, a companhia aérea declarou que “Sergio Antonio Lopes não faz mais parte do seu quadro de colaboradores”.

“A companhia adota a política de tolerância zero para ações e atos que desrespeitem os seus valores, ética e código de conduta, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”, diz o comunicado.

Lopes foi detido dentro da aeronave que pilotaria, pouco antes da decolagem. Na mesma manhã, a Polícia Civil deflagrou a Operação Apertem os Cintos, com o objetivo específico de prendê-lo.

As investigações tiveram início há cerca de três meses, após denúncia feita por uma das vítimas. Segundo a polícia, o piloto mantinha contato com meninas entre 8 e 12 anos.

De acordo com os investigadores, ele pagava às mães e avós das crianças para ter acesso às vítimas. Os valores variavam entre R$ 30 e R$ 100. Em alguns casos, também teria pago aluguéis e presenteado familiares com itens como aparelho de televisão.

Ainda segundo a apuração policial, as vítimas eram levadas a motéis, onde os crimes teriam ocorrido. A polícia afirma que os abusos vinham sendo praticados há aproximadamente oito anos.

Durante a operação, uma avó que teria entregue três netas ao suspeito foi presa, assim como a mãe de outra menina. As investigações continuam para apurar a extensão dos crimes e a eventual participação de outras pessoas.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo.

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