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GERAL

Justiça mantém presos suspeitos de quadrilha que furtava carros de luxo no Rio

Acusados usavam equipamentos eletrônicos para furtar veículos na Barra e abastecer facção ligada à Nova Holanda, no Complexo da Maré

9 janeiro 2026 - 07h10Agência Brasil
Presos na Barra da Tijuca, dois suspeitos tiveram a prisão convertida em preventiva e são apontados como parte de quadrilha que furtava carros de luxo para o crime organizado.
Presos na Barra da Tijuca, dois suspeitos tiveram a prisão convertida em preventiva e são apontados como parte de quadrilha que furtava carros de luxo para o crime organizado. - (Foto: Reprodução/ PCRJ)

A Justiça do Rio decidiu manter presos dois homens apontados como integrantes de uma quadrilha especializada em furtar carros de luxo na cidade. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (8), durante audiência de custódia, e converteu em prisão preventiva o flagrante de Fagner Yúri de Jesus Siqueira e Matheus Ferreira Vasconcelos, detidos na última terça-feira (6) na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, quando tentavam furtar um veículo.

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Os dois foram presos por policiais da delegacia da Gávea. De acordo com as investigações, a dupla faria parte de um esquema que furtava carros de alto valor para revenda a traficantes da comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, na zona norte da cidade.

Na audiência de custódia, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu a prisão preventiva dos acusados. O argumento foi a gravidade do crime e o risco concreto de que, soltos, eles voltassem a cometer furtos de veículos.

A Justiça acolheu o pedido, destacando a extensa ficha criminal dos dois, apontados como ladrões de carros reincidentes. Com a decisão, Fagner e Matheus seguirão presos enquanto respondem ao processo.

Segundo a Polícia Civil, os dois não atuavam sozinhos. Eles seriam parte de um grupo criminoso que monitora carros de luxo e planeja os furtos com o apoio de tecnologia avançada.

Os investigadores apontam que a quadrilha utiliza dispositivos eletrônicos, como decodificadores e emuladores de chave, capazes de abrir e acionar veículos em poucos minutos, sem necessidade de danificar portas ou ignição.

Esse tipo de tecnologia permite que os furtos sejam feitos de forma rápida e discreta, muitas vezes em locais movimentados, sem chamar atenção imediata de pedestres ou seguranças.

Depois de furtados, os veículos eram levados para comunidades dominadas pelo tráfico. Nessas áreas, os carros passavam por processos de clonagem, recebendo placas e documentação adulteradas.

De acordo com a investigação, havia três destinos principais para os carros de luxo desviados pela quadrilha:

  • Envio para o Paraguai, onde os veículos eram usados como moeda de troca por armas e entorpecentes
  • Uso direto pelo tráfico, em favelas como a Nova Holanda, para movimentação de criminosos e transporte de drogas e armas
  • Desmanche, com a retirada de peças para abastecer o mercado paralelo de autopeças

Essa dinâmica, segundo a polícia, mostra que os furtos de veículos não são crimes isolados, mas estão conectados a uma cadeia maior de crime organizado e tráfico de armas e drogas.

Outro ponto levantado pelos agentes é que a própria facção criminosa ligada à quadrilha investia na capacitação dos bandidos.

De acordo com a apuração, os criminosos recebiam treinamento específico para abrir e ligar os carros utilizando os equipamentos eletrônicos. Esse treinamento funcionaria, na prática, como um “curso” de furto de veículos de luxo.

Além disso, os bandidos podiam alugar os decodificadores de chave usados na ação. A locação dos aparelhos seria mais uma fonte de lucro para o grupo criminoso que controla a atividade.

Com a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, a Justiça atende ao pedido do MPRJ e mantém a dupla sob custódia, enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações para identificar outros integrantes da quadrilha e o alcance do esquema de furtos e revenda de carros de luxo no Rio.

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