
A Justiça Federal determinou a suspensão imediata das atividades da Mina de Fábrica, pertencente à Vale e localizada entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. A decisão foi tomada após o vazamento de água e sedimentos que alcançou cursos d’água e áreas industriais da região.
A medida atende parcialmente a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e foi assinada na segunda-feira (9). Além da paralisação, a Justiça proibiu a mineradora de realizar qualquer nova operação na área atingida, autorizando apenas ações emergenciais voltadas à prevenção, contenção, estabilização ou fiscalização do local.
Em comunicado ao mercado, a Vale informou que as atividades na unidade já estavam suspensas desde o dia 25 de janeiro, data em que ocorreu o acidente. A empresa também destacou que uma decisão semelhante havia sido proferida pela Justiça de Minas Gerais na última sexta-feira (6).
A decisão da Justiça Federal ainda determinou o bloqueio dos direitos de exploração mineral da mina junto à Agência Nacional de Mineração (ANM). Com isso, a Vale fica impedida de vender ou transferir a autorização de exploração da área para terceiros. Segundo o MPF, a medida funciona como garantia para futuras indenizações e para a recuperação ambiental da área afetada.
Em nota, a Vale afirmou que os extravasamentos registrados nas unidades de Fábrica e Viga, em janeiro de 2026, não têm relação com barragens da companhia na região. De acordo com a empresa, todas as estruturas permanecem em condições de segurança inalteradas e sob monitoramento contínuo, 24 horas por dia.
A mineradora informou ainda que as causas do vazamento seguem em apuração técnica e que mantém cooperação com as autoridades. Segundo a empresa, estão em andamento ações de remoção de sedimentos e limpeza das áreas atingidas, com prioridade para a proteção das pessoas, das comunidades e do meio ambiente.
