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ASTRONOMIA

Dados da missão Juno mostram que Júpiter é menor e mais achatado do que se estimava

Novas medições refinam o tamanho do maior planeta do Sistema Solar e ajudam no estudo de exoplanetas

6 fevereiro 2026 - 17h30Geovanna Hora
Novos dados da missão Juno indicam que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que se estimava.
Novos dados da missão Juno indicam que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que se estimava. - (Foto: NASA/ESA/CSA/Holler/J.Stansberry)

Novos dados coletados pela missão Juno, da Nasa, indicam que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que apontavam as estimativas anteriores. A informação foi divulgada pela agência espacial norte-americana na quarta-feira (4) e representa um refinamento importante no conhecimento sobre a estrutura do maior planeta do Sistema Solar.

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Embora Júpiter continue sendo o maior planeta conhecido, os cientistas revisaram suas dimensões. Antes, acreditava-se que o raio equatorial fosse de 71.492 quilômetros. Com as novas medições, esse valor passou a ser de 71.488 quilômetros. Já o raio polar, que indica o achatamento do planeta nos polos, foi ajustado de 66.854 quilômetros para 66.842 quilômetros.

De acordo com a Nasa, a revisão foi possível graças à análise de dados de ocultação de rádio obtidos em 13 sobrevoos da sonda Juno pelo planeta, além da incorporação dos efeitos dos chamados ventos zonais, que influenciam a forma de Júpiter.

“A ocultação de rádio é usada para enxergar através das densas e opacas nuvens da atmosfera de Júpiter, a fim de compreender sua estrutura interna”, explicou a agência em comunicado.

Até então, as medições mais aceitas sobre o tamanho do planeta tinham como base dados coletados em apenas seis experimentos de ocultação de rádio, realizados pelas missões Pioneer e Voyager, também da Nasa, ainda na década de 1970.

Além de aprimorar o conhecimento sobre Júpiter, as novas estimativas têm impacto direto em estudos astronômicos mais amplos. Segundo a Nasa, medidas mais precisas do raio do planeta servem como referência essencial para a modelagem de exoplanetas gigantes, aqueles que orbitam estrelas fora do Sistema Solar.

“Ter uma forma mais precisa ajudará os astrônomos a interpretar melhor os dados de planetas observados passando em frente à sua estrela hospedeira muito além da nossa vizinhança cósmica”, destacou a agência.

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