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POLÍTICA INTERNACIONAL

Joesley Batista atuou como interlocutor informal em negociações entre EUA e Maduro

Empresário brasileiro tentou convencer presidente venezuelano a renunciar e aceitar exílio antes de sua captura pelos Estados Unidos

12 janeiro 2026 - 13h20Redação O Estado de S. Paulo
Empresário Joesley Batista teria atuado como interlocutor informal em tentativas de convencer Nicolás Maduro a renunciar antes de sua captura pelos EUA
Empresário Joesley Batista teria atuado como interlocutor informal em tentativas de convencer Nicolás Maduro a renunciar antes de sua captura pelos EUA - (Foto: Reprodução)

O empresário brasileiro Joesley Batista, um dos controladores da JBS e da holding J&F, participou de maneira informal nas articulações entre o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, e o regime de Nicolás Maduro na Venezuela nos meses que antecederam a captura do ditador pelo Exército americano em 3 de janeiro de 2026. A atuação de Batista foi destacada pelo jornal americano The Washington Post e relatada em diversas reportagens internacionais.

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Segundo a reportagem, Batista tentou persuadir Maduro a abandonar o poder voluntariamente, propondo que ele renunciasse e se exilasse na Turquia, onde poderia ficar livre de eventuais acusações nos Estados Unidos. A tentativa do empresário de mediar um acordo ocorreu em um cenário de forte tensão diplomática, com o governo americano explorando alternativas para uma transição pacífica antes de recorrer à ação militar que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, sob acusações de narcoterrorismo em um tribunal federal de Manhattan.

Relatos conjuntos das publicações indicam que Joesley viajou a Caracas no fim de novembro de 2025, com a intenção de reforçar a mensagem de renúncia que tinha sido enviada ao presidente venezuelano. A iniciativa teria ocorrido dias depois de Trump ter feito uma ligação a Maduro pedindo sua saída do poder. Embora autoridades americanas estivessem cientes da viagem, fontes ouvidas pela agência Bloomberg e por outros veículos salientaram que o empresário agiu por iniciativa própria, sem representação oficial do governo dos Estados Unidos.

A participação de Joesley no processo, conforme essas reportagens, foi vista como parte dos esforços informais para abrir um canal de diálogo e reduzir a escalada de tensões entre Washington e Caracas antes da operação militar. No entanto, as propostas diplomáticas foram rejeitadas por Maduro, que optou por permanecer no poder até sua posterior captura pelas forças americanas.

Nem a J&F, nem representantes oficiais dos governos americano ou venezuelano comentaram publicamente a atuação de Joesley Batista nas negociações antes da intervenção militar que levou à queda de Maduro.

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