
Nesta sexta-feira, 29 de agosto, as Forças de Defesa de Israel (FDI) classificaram a Cidade de Gaza como uma “zona de combate perigosa”, intensificando suas operações militares na região. O Exército também informou a recuperação dos corpos de dois reféns israelenses, mas, até o momento, apenas um deles foi identificado.

Enquanto isso, grupos humanitários e uma igreja que abriga refugiados na cidade afirmaram que continuarão prestando ajuda à população local, que enfrenta uma grave crise alimentar. A situação se agrava com o avanço das tropas israelenses pela periferia de Gaza, onde milhares de pessoas ainda permanecem.
A ONU e diversas organizações internacionais manifestaram preocupação com a decisão de Israel, argumentando que ela piora ainda mais as condições de vida na cidade. Já os palestinos ressaltam que os bombardeios na área já eram intensos antes da classificação da zona, o que torna a mudança de status simbólica diante da realidade no local.
As chamadas “pausas táticas”, que permitiam a entrada de suprimentos humanitários entre 10h e 20h, foram suspensas pelo Exército de Israel. A decisão pegou de surpresa muitas organizações de ajuda, que não haviam sido avisadas com antecedência. Tais pausas haviam sido introduzidas em meio a críticas internacionais sobre as condições precárias enfrentadas pela população de Gaza.
No campo das operações militares, o Exército israelense anunciou que recuperou os corpos de dois reféns israelenses, incluindo Ilan Weiss, morto durante os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. O corpo de um segundo refém ainda não foi identificado. Israel segue com sua ofensiva para localizar e resgatar os reféns restantes, com 48 deles ainda sendo mantidos em cativeiro, dos quais 20 estão vivos.
O governo israelense reforçou seu compromisso de não cessar a busca até que todos os reféns sejam trazidos de volta.
Com a suspensão das pausas e a intensificação das operações, a ONU alertou que a Cidade de Gaza pode perder metade de sua capacidade hospitalar durante a ofensiva. A Igreja da Sagrada Família, que abriga cerca de 440 pessoas, afirmou que continuará a fornecer apoio enquanto os ataques se intensificam.
Enquanto isso, o Fórum das Famílias de Reféns de Israel pressionou o governo para negociar um acordo que permita a liberação dos reféns, vivos e mortos. Eles ressaltaram que o tempo está se esgotando tanto para os reféns quanto para a população de Israel, que carrega o peso emocional deste conflito.
A ofensiva de Israel continua sendo um tema central de debate no cenário internacional, com organizações humanitárias clamando por mais cuidados e por uma solução mais urgente para a crise em Gaza.
