
A escalada de tensão no Oriente Médio registrou novo episódio na noite de sexta-feira (20). Ataques aéreos israelenses no leste do Líbano mataram integrantes do Hezbollah, entre eles comandantes locais do grupo, segundo informações divulgadas neste sábado (21).
Dois oficiais do Hezbollah afirmaram que oito membros da organização morreram nos bombardeios, que ocorreram nas proximidades da aldeia de Rayak, no nordeste do país. Já o Ministério da Saúde do Líbano informou que o total de mortos chegou a 10, sem distinguir entre combatentes e civis. Ao todo, 24 pessoas ficaram feridas, incluindo três crianças.
Em comunicado, o Exército de Israel declarou que integrantes da unidade de mísseis do Hezbollah foram “eliminados” em três centros de comando na região de Baalbek. Segundo a nota, os alvos atuavam para acelerar a prontidão operacional do grupo e planejavam ataques contra o território israelense.
Entre os mortos identificados pelo Hezbollah estão os comandantes locais Ali al-Moussawi, Mohammed al-Moussawi e Hussein Yaghi. Este último é filho de um dos fundadores da organização e aliado de Hassan Nasrallah.
Tensão crescente - O confronto entre Israel e Hezbollah se intensificou em setembro de 2024, após meses de trocas de disparos iniciadas em apoio ao Hamas. Dois meses depois, foi estabelecido um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Mesmo assim, Israel acusa o Hezbollah de tentar se reestruturar e tem realizado ataques frequentes contra posições do grupo. Desde a trégua, o Hezbollah reivindicou um ataque contra Israel.
O episódio ocorre em meio a um cenário regional delicado. O governo dos Estados Unidos já sinalizou a possibilidade de atingir o Irã caso as negociações sobre o programa nuclear de Teerã não avancem. O Irã é considerado o principal apoiador do Hezbollah e do Hamas.

