
Irã e Rússia realizam nesta quinta-feira (19) um exercício naval conjunto no Mar do Omã e no norte do Oceano Índico. A informação foi divulgada pela agência semioficial iraniana Fars News.
A operação é organizada pela Marinha iraniana a partir da cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do país. Segundo o contra-almirante Hassan Maqsoudlou, o objetivo é reforçar a proteção de navios comerciais e petroleiros, além de combater o terrorismo marítimo.
De acordo com o comandante iraniano, a iniciativa também busca ampliar a cooperação entre os dois países e fortalecer as relações entre as marinhas no planejamento e na execução de operações combinadas.
O capitão de primeira classe Alexei Sergeev, comandante da flotilha naval russa envolvida na ação, destacou as relações “estreitas e amigáveis” entre Irã e Rússia. Para ele, o atual nível de interação demonstra a capacidade conjunta de enfrentar desafios marítimos e costeiros.
Em entrevista ao jornal russo Argumenty i Fakty, o assessor da presidência russa Nikolay Patrushev afirmou que os acontecimentos recentes indicam que o mar “está se tornando novamente um palco para agressões militares”. Ele classificou o cenário como uma prática da “diplomacia das canhoneiras”, citando eventos na Venezuela e nos arredores do Irã.
“A principal tarefa é construir uma ordem mundial multipolar nos oceanos, e a Rússia e seus parceiros com ideias semelhantes estão trabalhando ativamente para alcançar esse objetivo. Por meio do Colégio Marítimo, mantemos conversas regulares com nossos parceiros estrangeiros”, declarou.
Paralelamente, partes do Estreito de Ormuz foram fechadas na terça-feira (17) por “precauções de segurança” durante exercícios militares conduzidos pela Guarda Revolucionária do Irã na hidrovia.
O Estreito de Ormuz é considerado a mais importante rota de exportação de petróleo do mundo. A mídia iraniana informou ainda que o país disparou mísseis reais em direção à região durante as manobras.
Na segunda-feira (16), o Irã já havia realizado exercícios militares marítimos em rotas comerciais internacionais estratégicas, aumentando a movimentação militar em uma das áreas mais sensíveis do comércio global de energia.
