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29 de janeiro de 2026 - 12h17
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TENSÃO INTERNACIONAL

Irã reforça arsenal com 1.000 drones em meio à escalada de ameaças com os EUA

Envio de armamentos ocorre enquanto Washington desloca frota militar ao Oriente Médio e Teerã fala em "guerra" em caso de ataque

29 janeiro 2026 - 10h40Redação
Irã anuncia incorporação de mil drones ao arsenal em meio à escalada de tensão com os Estados Unidos
Irã anuncia incorporação de mil drones ao arsenal em meio à escalada de tensão com os Estados Unidos - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O Exército do Irã incorporou um novo lote de 1.000 drones ao seu arsenal militar em meio ao agravamento das tensões com os Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29) pelo comando das Forças Armadas iranianas e divulgado pela agência semioficial Tasnim.

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Segundo a publicação, os drones foram distribuídos entre diferentes ramos das Forças Armadas do país. Em pronunciamento exibido na TV estatal, o chefe das Forças Armadas, Amir Hatami, afirmou que o reforço faz parte da estratégia de defesa diante do que classificou como ameaças externas.

De acordo com Hatami, o Irã mantém e aprimora suas capacidades militares para garantir uma resposta rápida e contundente em caso de agressão. A declaração ocorre em um momento de forte instabilidade diplomática entre Teerã e Washington.

A ampliação do arsenal acontece enquanto autoridades iranianas alertam que um eventual ataque dos Estados Unidos ao território do país será tratado como o início de uma guerra. O governo iraniano sustenta que a atual escalada teve início após a repressão a protestos populares que tomaram as ruas do país neste mês.

Em resposta às ações do regime iraniano contra manifestantes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a pressionar Teerã para que assine um novo acordo que limite o programa nuclear do país. Para reforçar a pressão, Trump ordenou o envio de uma frota militar ao Oriente Médio, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln.

Aliada do Irã, a Rússia também reagiu ao cenário. Nesta quinta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que um ataque dos Estados Unidos ao Irã pode levar a “consequências muito perigosas” e pediu que não haja uso da força.

A troca de ameaças se intensificou após Trump usar uma rede social para destacar o envio de uma “enorme armada” à região. O presidente norte-americano relembrou uma operação militar realizada pelos Estados Unidos em parceria com Israel, quando instalações nucleares iranianas foram bombardeadas, e afirmou que um novo ataque seria ainda mais severo.

As declarações provocaram reação imediata de Teerã. Em publicação na rede social X, o conselheiro sênior do líder supremo Ali Khamenei, Ali Shamkhani, afirmou que qualquer ação militar americana será considerada o início de uma guerra, com resposta imediata e abrangente.

A missão do Irã junto à Organização das Nações Unidas também se manifestou, afirmando que o país está disposto ao diálogo, desde que haja respeito mútuo, mas que não abrirá mão do direito à defesa.

Antes disso, o chanceler iraniano Abbas Araghchi já havia declarado que o Irã não negociará sob ameaças militares. Ele também negou declarações de Trump de que haveria contatos recentes entre os dois países, afirmando que não houve diálogo com representantes americanos nos últimos dias.

Enquanto a retórica se endurece, autoridades iranianas admitem estar se preparando para o pior cenário, inclusive a possibilidade de uma guerra total. Segundo ativistas, a repressão do governo aos protestos populares já resultou em milhares de mortes em todo o país.

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