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Protesto

Integrante de suposta pirâmide da Telexfree se acorrenta a fórum do Acre

15 janeiro 2014 - 16h24
Investidores da Telexfree (Ympactus Comercial Ltda) de várias partes do Brasil começaram, nesta quarta-feira (15), uma onda de protestos no Acre para pressionar a Justiça a desbloquear as atividades da empresa.
 
Um dos manifestantes, Aerci Arreal Olm, de Santa Catarina, acorrentou -se em frente ao fórum Barão de Rio Branco, em Rio Branco (AC). Ele conta que investiu cerca de R$ 46 mil no negócio, e que ficará em greve de fome até que a empresa possa operar novamente.
 
O objetivo do protesto, segundo ele, é tentar sensibilizar a juíza Thaís Khalil, responsável pelo processo da Telexfree, a ouvi-lo.
 
"Muitos de nós não tivemos retorno financeiro. Estamos passando necessidades e, por isso, estamos aqui para tentar dar uma contribuição e celeridade no processo", disse Olm.
 
A Telexfree, que vende planos de minutos de telefonia de voz pela internet (VoIP na sigla em inglês), foi proibida de operar no final de junho por acusação de praticar pirâmide financeira. A operação do negócio está bloqueada, por tempo indeterminado, a pedido do Ministério Público do Acre (MP-AC).
 
Outros divulgadores da Telexfree prometem realizar caravanas até Rio Branco em protesto.
 
Promotora diz entender o sofrimento do participante
 
A promotora Alessandra Marques, do MP-AC, que começou as investigações sobre a Telexfree e pediu o bloqueio das contas e o encerramento das atividades da empresa, diz que entende o sofrimento do participante do esquema, mas que não pode descumprir a lei.
 
"O ato de o investidor se acorrentar não interfere no processo porque [esse] segue regras. Não podemos descumprir as leis. Esse ato extremo não tem o condão de alterar a lei. Não podemos, eu e o Poder Judiciário, descumprir o que o legislador escreveu", disse.
 
O processo, segundo a promotora, tramitou regularmente durante o período de recesso de final de ano e está em fase de produção de provas. O objetivo é devolver todos os valores e o encerramento das atividades da empresa por suposta prática ilegal.
 
"De tudo o que se pode fazer para priorizar de modo absoluto a tramitação desse processo nós temos feito. Quem mais tem causado empecilho para o andamento do processo é a própria empresa", disse.
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