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02 de janeiro de 2026 - 15h45
TRAGÉDIA

Jovem italiano é a primeira vitima identificada de incendio em bar na Suiça

Golfista de 16 anos morreu em Crans-Montana; autoridades investigam causas e descartam ataque

2 janeiro 2026 - 13h55Redação O Estado de S. Paulo
Incêndio em bar de estação de esqui nos Alpes Suíços deixou dezenas de mortos e feridos
Incêndio em bar de estação de esqui nos Alpes Suíços deixou dezenas de mortos e feridos - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

Um incêndio de grandes proporções em um bar na estação de esqui de Crans-Montana, nos Alpes Suíços, deixou pelo menos 40 mortos e mais de 100 feridos na madrugada de quinta-feira (1º). Nesta sexta-feira (2), as autoridades confirmaram a identidade da primeira vítima: o golfista italiano Emanuele Galeppini, de 16 anos. A informação foi divulgada inicialmente pela agência Reuters.

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A Federação Italiana de Golfe lamentou a morte do atleta em nota oficial, descrevendo Galeppini como “um jovem atleta que carregava consigo paixão e valores genuínos”. O adolescente estava entre os frequentadores do bar no momento em que o incêndio começou, no subsolo do estabelecimento.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, informou que viajará a Crans-Montana para acompanhar a situação. Segundo ele, ao menos 15 italianos ficaram feridos e um número semelhante segue desaparecido. As autoridades locais acreditam que há muitos estrangeiros entre as vítimas, já que a região recebe turistas de diversos países durante a temporada de inverno.

Os feridos foram encaminhados a hospitais em Lausanne, Genebra e Zurique, além de unidades médicas na França e na Itália. O Ministério das Relações Exteriores da França confirmou que nove franceses estão entre os feridos e que outros oito seguem desaparecidos.

Relatos preliminares de testemunhas indicam que o incêndio pode ter sido provocado por velas pirotécnicas colocadas em garrafas de champanhe, que teriam atingido o teto do local. Segundo esses depoimentos, o fogo se espalhou rapidamente, causando pânico entre os frequentadores.

Testemunhas descreveram cenas de desespero, com pessoas tentando quebrar janelas para escapar e outras saindo do local com queimaduras graves. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o início das chamas no teto do bar, enquanto um jovem tenta apagar o fogo com um pano branco. Ao redor, outras pessoas seguem dançando e filmando, sem perceber a gravidade da situação nos primeiros instantes.

A procuradora-geral do cantão de Valais, Beatrice Pilloud, afirmou que ainda é cedo para determinar a causa exata do incêndio. Ela destacou, no entanto, que a hipótese de ataque foi descartada. “Por enquanto, não temos nenhum suspeito. Uma investigação foi aberta, não contra ninguém, mas para entender melhor as circunstâncias desse incêndio dramático”, declarou.

O comandante da polícia do cantão, Frédéric Gisler, afirmou que o trabalho das equipes agora se concentra na identificação das vítimas e na comunicação com as famílias. Segundo ele, a comunidade local está “devastada” com a dimensão da tragédia.

Mathias Reynard, chefe do governo regional de Valais, elogiou a atuação dos serviços de emergência, mas ressaltou o papel dos frequentadores nos primeiros minutos após o início do incêndio. “Temos inúmeros relatos de atos heroicos, de uma forte solidariedade naquele momento. Nos primeiros minutos, foram os cidadãos — em grande parte jovens — que salvaram vidas com sua coragem”, disse à rádio RTS.

Apesar da violência do fogo, autoridades observaram que, nesta sexta-feira, as paredes dos edifícios vizinhos ao bar não apresentavam marcas visíveis. A placa do estabelecimento e a estrutura de madeira da varanda aparentavam estar intactas, o que reforça a suspeita de que o incêndio tenha se concentrado principalmente no subsolo.

O presidente da Suíça, Guy Parmelin, que assumiu o cargo na quinta-feira, classificou o incêndio como “uma calamidade de proporções sem precedentes e aterrorizantes”. Ele anunciou que as bandeiras do país permanecerão hasteadas a meio mastro por cinco dias em sinal de luto.

Um gabinete de crise foi montado no centro de convenções de Crans-Montana para prestar apoio e orientar familiares das vítimas. Informações preliminares indicam que os proprietários do bar são franceses, um casal natural da Córsega, que estaria ileso, embora ainda não tenha sido localizado oficialmente.

As investigações seguem em andamento, enquanto autoridades suíças e representantes de outros países trabalham para identificar os mortos e esclarecer as circunstâncias da tragédia.

(Com informações de agências internacionais)

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