
O Hamas afirmou neste domingo, dia 11, que irá dissolver o governo que mantém na Faixa de Gaza assim que um comitê de liderança tecnocrática palestina assumir a administração do território. A medida faz parte do plano de paz mediado pelos Estados Unidos, mas o grupo não informou quando a transição deverá ocorrer.
Segundo o comunicado, a saída do Hamas do controle direto de Gaza está condicionada à instalação desse comitê, que deverá ser composto por tecnocratas sem filiação política. Até o momento, porém, nem o Hamas nem a Autoridade Palestina divulgaram os nomes dos integrantes do novo governo provisório.
A Autoridade Palestina, reconhecida internacionalmente como representante legítima do povo palestino, também não detalhou como será o processo de escolha dos tecnocratas. Além disso, ainda não está claro se os indicados terão a aprovação de Israel e dos Estados Unidos, atores centrais nas negociações em curso.
O plano prevê que a transição política e administrativa em Gaza seja supervisionada por um órgão internacional denominado “Conselho de Paz”. Esse conselho deverá ser liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e terá como atribuições acompanhar o novo governo local e outros pontos do acordo de cessar-fogo.
Entre as medidas previstas no plano estão o desarmamento do Hamas e o envio de uma força internacional de segurança para atuar no território palestino. No entanto, assim como ocorre com o comitê tecnocrático, os nomes dos integrantes do Conselho de Paz ainda não foram anunciados.
O cessar-fogo que sustenta o acordo entrou em vigor no dia 10 de outubro e vem sendo tratado como um passo inicial para a reorganização política de Gaza após meses de conflito. Apesar do anúncio do Hamas, permanecem incertezas sobre a implementação prática do plano, especialmente quanto aos prazos e ao grau de aceitação internacional da nova estrutura administrativa.

