31 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Energia

Grupo quer parceria com Estado para ampliação da rede básica

Carmem Pereira, fez pronunciamento que manteve a atenção dos presentes
Carmem Pereira, fez pronunciamento que manteve a atenção dos presentes - Divulgação
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O Grupo Rede Energia, novo controlador da Enersul, assumiu o compromisso de trabalhar com o governo do Estado num dos principais projetos estruturais pleiteados por Mato Grosso do Sul na área energética - a ampliação da rede básica com o aumento da capacidade das linhas de 138 kv para 230 kv, fundamental para “transportar os 4.200 megawatts que as 40 usinas de álcool em instalação no Estado devem disponibilizar de energia gerada a partir da biomassa”.

A presidente do Grupo, Carmem Pereira, disse que essa deve ser uma missão conjunta entre a iniciativa privada e o poder público e propôs a Puccinelli “brigarem” unidos para obter a instalação de linhas transmissoras de 230 KV. “Com essas linhas, vamos dar acesso às usinas de co-geração que estão se instalando e que, em média, deverão produzir cerca de 100 MW cada”, afirmou, confirmando o entendimento que o próprio governador tem defendido desde o início da administração. O aumento de capacidade das linhas de 230 KV traz ainda outro benefício: melhoria da confiabilidade e segurança do sistema, com redução de perdas e de tarifas.

“Mato Grosso do Sul já elencou os linhões entre os projetos prioritários, especialmente para integrar as regiões nordeste e noroeste do Estado à Rede Básica”, reforçou Puccinelli, completando que estudos conseguidos junto à Empresa de Planejamento Energético (EPE) do governo federal mostram a necessidade do investimento.

Segundo o presidente do Conselho de Administração do Grupo Rede, Jorge Queiroz de Moraes Júnior, as distribuidoras só têm autorização para implantar rede com potência de 138 kv. Para redes com maior potência (230 kv) é preciso o aval da União.

Acionistas e executivos das nove empresas do Grupo Rede vieram a Campo Grande para a posse da nova diretoria da Enersul. O presidente do Conselho de Administração, Jorge Queiroz de Moraes Júnior, disse que assumir a empresa significa realizar um sonho iniciado em 1997, quando tentou participar do processo de privatização da concessionária. Em referência a questões jurídicas recentemente enfrentadas pela Enersul, que gerou a obrigação de devolver valores cobrados a mais dos consumidores, Moraes Júnior afirmou que “é ponto de honra” corrigir erros cometidos.

O saldo da dívida de ressarcimento, segundo a presidente Carmem Pereira, é hoje de R$ 150 milhões. Ela reafirmou que a empresa vai cumprir o que foi acertado com os órgãos reguladores e os acordos firmados com o poder público - inclusive a Assembléia Legislativa, onde foi instaurada uma CPI.

O governador André Puccinelli deu as boas-vindas aos novos executivos, e disse que o sucesso será conseguido por meio de uma relação franca entre o poder público e a iniciativa privada. “É necessário que haja o lucro econômico, mas associado ao lucro social e ao de desenvolvimento”, frisou André.

O trabalho conjunto pelo crescimento econômico deve ser facilitado pela participação de um representante governamental no Conselho de Administração da Enersul. A oferta do cargo foi feita pelo presidente do conselho e aceita pelo governador. Segundo André, há pelo menos cinco ou seis nomes aptos a ocuparem a vaga e a escolha será feita em consenso entre governo e Assembléia Legislativa.

Além da nova presidente - que não ficará no Estado em tempo integral por comandar as outras empresas da Rede - a Enersul tem na direção o vice-presidente Sidney Simonaggio, e os diretores Valdir Jonas Wolf (de Regulação) e Edmir José Bosso (de Operações).

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