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DEBATES

Governo de MS começa a debater a implantação da Meritocracia

Fetems se posiciona contra o sistema de gestão que considera o mérito como a razão principal para se atingir posições de topo

15 junho 2016 - 08h29DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA
Reunião na terça-feira começlou a discussão sobre Meritocracia
Reunião na terça-feira começlou a discussão sobre Meritocracia - Divulgação
Cassems

Meritocracia (do latim meritum, "mérito" e do sufixo grego antigo κρατ?α (-cracía), "poder") é um sistema de gestão que considera o mérito como a razão principal para se atingir posições de topo e foi justamente este o tema de debate com o governo de Mato Grosso do Sul, no final da manhã dessa terça-feira (14), no Fórum Dialoga, com a presença da ampla maioria dos sindicatos que representam os servidores públicos estaduais. 

Na ocasião a explanação sobre a implantação do sistema de gestão por competências, a Meritocracia, foi apresentada aos sindicalistas por Renata Vilhena, secretária de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais até de dezembro de 2014, atualmente membro do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da Fundação Cabral. 

De acordo com o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), Roberto Magno Botareli Cesar, a questão é preocupante, pois na época da implantação da Meritocracia em Minas Gerais o resultado foi a desvalorização dos servidores. "Somos totalmente contrários à implantação deste sistema, quem dirá por agentes que fizeram o verdadeiro terror em Minas. Além do Estado, na época se quer pagar o Piso Nacional dos professores, o mérito nada mais era do que uma bonificação excludente que não agregava em nada a carreira dos servidores, um exemplo, é de que ao aposentar ele perdia todo o mérito recebido. Em Mato Grosso do Sul nós não iremos aceitar este tipo de política de estado, que visa apenas à concorrência interna e não agrega em nada na valorização real", afirma. 

Além disso, durante a reunião outros exemplos foram usados pela secretária de Minas Gerais, que preocupou e muito os representantes da Fetems que lá estavam, como a implantação do sistema de mérito em São Paulo e Goiás. "Estes estados sacrificam seus servidores, não cumprem legislações de valorização e não há como ter política de mérito se faltam condições básicas de trabalho nas escolas, na saúde, na polícia, portanto, mais uma vez afirmamos o nosso posicionamento contrário a essa questão" disse o presidente da Fetems. 

Na ocasião também estava presente o secretário dos funcionários administrativos da educação, Wilds Ovando, que ressaltou que a política do mérito já está inclusa nas progressões e promoções funcionais da carreira. "O Governo deveria se preocupar em efetivar mecanismos para que o que está previsto nas nossas legislações sejam de fato cumpridas, um exemplo, é a promoção e a progressão funcional, ao invés de vir debater valorização por mérito que é muito bonita na teoria, mas na realidade nada mais é do que o universo de desgaste da competição desleal entre os servidores", enfatiza. 

Todos os sindicalistas presentes desde a educação, a saúde e segurança pública, demonstraram preocupações e foram contrários a implantação do sistema. O Governo ressaltou que os debates irão continuar e as categorias presentes, que possuem um Fórum organizado, já estão se programando para chamar Seminários, painéis e debates, com representantes de outros estados, onde este tipo de política está em tramitação ou já foi implantado para poder ampliar o conhecimento da realidade e se mobilizar em torno do assunto, para que não haja, de forma alguma, desvalorização das carreiras existentes. 

A Fetems irá acompanhar de perto o debate e desde já reafirma o seu posicionamento de ser contrária ao processo, ainda mais, com uma consultoria do Governo de Minas Gerais que já deu provas suficientes de como ficou a situação do Estado, após a Meritocracia.

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