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Saúde

Fumar pode causar ainda mais problemas de saúde do que se sabia

25 janeiro 2014 - 12h05

O tabagismo pode causar ainda mais problemas de saúde do que se sabia anteriormente, inclusive câncer de cólon e fígado, cegueira, diabetes e disfunção erétil, advertiu um importante relatório do governo americano, publicado nesta sexta-feira.

Altos dirigentes de saúde dos Estados Unidos se reuniram na Casa Branca para anunciar as mais recentes descobertas do ‘Surgeon General’ (autoridade máxima de saúde pública no país) sobre as consequências de fumar para a saúde, cinco décadas depois de o primeiro relatório do tipo alertar ao público que fumar provoca câncer de pulmão.

O tabagismo se mantém como a principal causa evitável de morte prematura nos Estados Unidos e mata cerca de meio milhão de americanos anualmente.

” Surpreendentemente, 50 anos depois ainda estamos descobrindo novas formas em que o tabaco mutila e mata pessoas.

O tabaco é inclusive pior do que sabíamos que era”, afirmou o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Thomas Frieden.

Segundo o relatório, agora se sabe que o fumo ativo é a causa de treze diferentes tipos de câncer, assim como de diabetes e degeneração macular relacionada com a idade.

Fumar também causa tuberculose, disfunção erétil, fissuras faciais em bebês, gravidez ectópica, artrite reumatoide, inflamação, comprometimento da função imunológica e piora a perspectiva para pacientes e sobreviventes de câncer.

As pessoas que não fumam, mas são expostas à fumaça do tabaco sofrem um risco maior de sofrer derrame, acrescentou o informe.

Mais de 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos morreram vítimas de doenças relacionadas ao tabagismo e de doenças causadas pelo fumo passivo. Outras 16 milhões de pessoas sofrem de problemas de saúde vinculados ao tabagismo.

“Já é o bastante. Os fumantes de hoje correm um risco maior de desenvolver câncer de pulmão do que corriam quando o primeiro relatório do ‘Surgeon General’ foi publicado, em 1964, ainda que fumem menos cigarros”, disse o diretor dos CDC, Boris Lushniak, alertando que os cigarros modernos estão mais potentes e mais perigosos do que nunca.

O diretor ainda acrescentou que, como os cigarros são feitos e os produtos químicos que contêm mudaram com o passar dos anos, algumas dessas mudanças devem ser um fator no risco maior de desenvolvimento de câncer de pulmão.

As taxas de tabagismo estão caindo nos Estados Unidos. O país tem 18% de fumantes contra 42% há cinco décadas.

Mas, segundo o informe, se a taxa atual de tabagismo não cair ainda mais, uma em cada 13 crianças vivas hoje sofrerá de alguma doença relacionada com o tabagismo.

“Fizemos muitos avanços, mas ainda somos um país muito dependente do tabaco”, disse a secretária de Saúde e Serviços Humanos, Kathleen Sebelius.

O tabagismo custa aos Estados Unidos mais de US$ 289 bilhões ao ano em cuidados médicos diretos e outras perdas econômicas, destacou o relatório.

O documento apontou como responsável pela epidemia “as estratégias agressivas da indústria do tabaco, que deliberadamente enganou o público sobre os riscos de fumar cigarros”.

Relatórios anteriores do Surgeon Generals revelaram que a nicotina causa dependência, que os impactos do tabagismo afetam quase todos os órgãos do corpo e que não há nível livre de riscos de exposição dos fumantes passivos.

No geral, o tabagismo é a causa de mais de 13 diferentes tipos de câncer e de um número maior de doenças crônicas.

Um estudo americano publicado na semana passada demonstrou que, apesar de uma redução na taxa global de tabagismo, o número de fumantes no mundo subiu de 721 milhões em 1980 para 967 milhões em 2012, devido ao crescimento populacional e à popularidade crescente dos cigarros no mundo em desenvolvimento. (Mercado Ético)

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