22 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Energia

Fim de subsídios: indústrias pagam 297% mais caro por energia de 17h30 às 20h30

Fort  Atacadista - 21 ANOS

  Desde o último dia 31, 466 indústrias que participavam do Programa de Energia Elétrica da Enersul, estão pagando 297% mais caro pela tarifa energia consumida entre 17h30 e 20h30 que é considerado o horário de pico, quando a demanda é maior.

  Com o fim do programa, o custo médio do quilowat/hora da energia saltou de R$ 0,35 ara R$ 1,60. Isto significa numa indústria do porte do Frigorífico Frigolop que abate em média 900 cabeças de gado, elevar de R$ 140,00 para R$ 500,00 o gasto diário com energia. A alternativa é acionar os geradores movidos a óleo diesel para não comprometer a produção. Até a Água Guariroba foi atingida pela suspensão do programa e é possível que haja reflexo na tarifa de água que tem reajuste anual em outubro.  

  No caso do Frigolop os geradores só atendem 40% da demanda, daí se impôs a necessidade de parar parte dos equipamentos para ajustar a nova disponibilidade de energia.  Antes do programa Energia Extra a tarifa neste horário de pique chegou a ser até  1.200% mais cara do que no restante do dia. O Frigolop, que tem 250 empregados,por enquanto não cogita demissões, nem reduzir o ritmo de produção. O funcionamento dos geradores gera um consumo diário de 70 litros de óleo diesel.  

   Na próxima segunda-feira, dia 17, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o vice-presidente da Enersul, Sidney Simonaggio, e o vice-presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, senador Delcídio do Amaral, vão se   em Brasília (DF), com o diretor-presidente da Aneel, Nelson Hubner, para tratar da possibilidade de retomada do Programa Energia Extra. 

  Longen explica que a intenção é obter da agência de regulação autorização para que a Enersul prorrogue por mais 60 dias a manutenção do Programa até que seja definida uma proposta semelhante de desconto, possibilitando que as indústrias beneficiadas não sejam obrigadas a promover demissões devido ao aumento do custo de energia.

  “A concessionária de energia no Estado já tinha prorrogado até o dia 31 de julho a manutenção do Energia Extra, mas, devido às perdas financeiras que estava acumulando com a determinação da Aneel, suspendeu o Programa desde o dia 1º de agosto”, detalhou o presidente da Fiems.

  Ele informa que as 460 indústrias que se utilizavam do Energia Extra estão migrando para geradores de energia ou já iniciaram as demissões de funcionários por falta de condições para arcar com o alto custo da energia elétrica no horário de pico. O risco de demissão devido ao fim do Programa também já preocupa o STIACG (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Alimentação de Campo Grande).

  Segundo o presidente do STIACG, Rinaldo de Souza Salomão, essa possibilidade de demissão preocupa a entidade. “Afinal, representamos os trabalhadores e não podemos perder uma oportunidade de emprego sequer”, comentou, pedindo a intervenção da bancada federal do Estado e do governador André Puccinelli.

  Rinaldo Salomão ressalta que o setor já foi fortemente abalado com a crise no setor frigorífico. “Não podemos contrair mais um sério problema para o setor industrial como esse de energia elétrica que é elemento básico para o seu desempenho”, comentou.

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