20 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Saúde

Fascite plantar: pavor dos esportistas e de quem passa muitas horas em pé

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Fort  Atacadista - 21 ANOS

O que fazer quando, ao acordar, você não consegue apoiar o pé no chão?

Sabe aquela dor lancinante que impede você de simplesmente apoiar os pés no chão quando sai da cama? É assim que se sente 10% da população nos Estados Unidos, de acordo com o site médico MedScape. No Brasil não há dados oficiais, mas sabe-se que inúmeros episódios desse tipo levam atletas e esportistas aos consultórios anualmente.

De acordo com o médico ortopedista Luis Fernando Bergami Antunes, essa dor no calcanhar tem nome: fascite plantar. “Essa dor, relatada por muitos pacientes como se fosse um choque ao entrar em contato com o piso, é um processo degenerativo não-inflamatório da fáscia plantar – uma estrutura fibrosa e espessa localizada na planta do pé e que se estende do osso do calcanhar até os dedos. Trata-se de uma dor crônica que persiste por alguns meses”.

Segundo o doutor Bergami, o problema é muito comum entre atletas profissionais e amadores. Mas, qualquer pessoa que tenha atividades de intensa locomoção ou trabalhe muitas horas em pé, está sujeita a esses episódios de intensa dor no calcanhar. Alterações no arco do pé também podem causar distúrbios mecânicos e, conseqüentemente, desencadear processos degenerativos da fascia plantar.

“Hoje, todo adulto que procura um médico deixa o consultório com pelo menos uma recomendação: caminhar diariamente, se exercitar para combater o sedentarismo, emagrecer, e melhorar a capacidade cardiorrespiratória. Porém, essa simples indicação pode resultar na inflamação da fascia plantar. Por isso, a principal recomendação é que se façam exercícios, mas que, ao menor sintoma de dor na planta do pé ou no calcanhar, a pessoa procure um médico ortopedista”, diz o médico.

Bergami diz que o exame clínico e o histórico de saúde do paciente são os métodos mais importantes na detecção da doença. A dor costuma ser mais aguda ao acordar e tentar dar os primeiros passos, e vai se atenuando progressivamente. “Ainda que a radiografia simples do calcâneo identifique a presença de um esporão plantar, sabemos que ele não é a causa da dor nesses pacientes, já que a resposta dos tratamentos é a mesma em pacientes que não têm esporão. Eventualmente, pode ser necessário recorrer à ressonância magnética para detectar o processo inflamatório e excluir outras doenças osteoarticulares”.

O tratamento, segundo o médico, geralmente é conservador de início, à base de antiinflamatórios, uso de palmilhas para absorção do impacto e fisioterapia. Muitos melhoram com essas simples medidas. Mas há casos mais severos em que a fascite plantar pode evoluir para um processo degenerativo crônico, exigindo a interrupção total ou temporária dos treinos esportivos.

“Hoje em dia, a medicina socorre esse tipo de paciente com tecnologia de ponta. O tratamento por Ondas de Choque tem obtido resultados muito satisfatórios. O equipamento é posicionado no local de origem da dor e as ondas de choque (acústicas) são aplicadas, ativando a circulação sangüínea e promovendo a reparação do tecido. Os resultados clínicos demonstram alívio dos sintomas e retorno às atividades habituais em número expressivo de pacientes. É importante ressaltar que o procedimento não é considerado doping, podendo ser empregado em atletas profissionais sem problema algum”, diz o ortopedista.

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