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12 de fevereiro de 2026 - 16h56
CONEXÃO

Faltam 100 metros para a Ponte da Rota Bioceânica ligar Brasil e Paraguai

Obra que conecta Porto Murtinho a Carmelo Peralta chega a 90% de execução e entra na fase final

12 fevereiro 2026 - 15h20Redação
Faltam 100 metros para Brasil e Paraguai se encontrarem na Ponte Bioceânica
Faltam 100 metros para Brasil e Paraguai se encontrarem na Ponte Bioceânica - (Foto: Divulgação)

No meio do Pantanal brasileiro e do Chaco paraguaio, dois lados avançam um em direção ao outro. Entre eles, agora, restam apenas 100 metros.

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A Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que vai ligar Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai, entrou oficialmente na fase final. A estrutura já alcançou 90% de execução. A expectativa é que até o fim de abril ocorra a concretização do trecho que vai unir definitivamente as duas margens.

A obra começou em 14 de janeiro de 2022. Desde então, cresceu sobre o Rio Paraguai com ritmo contínuo. O vão central tem 354 metros. De um lado, operários avançam pelo território paraguaio. Do outro, equipes trabalham pelo lado brasileiro. Quando os últimos 100 metros forem concluídos, a ligação física entre os dois países estará completa.

As imagens que mostram o estágio atual da construção foram enviadas pelo leitor Toninho Ruiz, que esteve no local nesta quinta-feira (12) e acompanhou de perto o avanço das estruturas.

A fase atual concentra serviços de pavimentação, sinalização e acabamento do trecho estaiado.

Considerada uma das obras mais estratégicas da América do Sul, a ponte é peça fundamental da Rota Bioceânica. O corredor vai ligar o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Chile, passando por Paraguai e Argentina. A proposta é reduzir distâncias até o mercado asiático, diminuir custos logísticos e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

A previsão é que toda a rota esteja plenamente operacional em 2027.

Estrutura que liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta atinge 90% de execuçãoEstrutura que liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta atinge 90% de execução

Estrutura robusta e investimento internacional - O investimento na ponte é de 100 milhões de dólares, com recursos da Itaipu Binacional, pelo lado brasileiro.

Segundo o engenheiro de produção Maicon Aquino, a obra está na fase de concretagem dos tabuleiros, etapa essencial para garantir resistência ao tráfego pesado.

Ele explica que está sendo utilizada tecnologia de ponta para assegurar durabilidade e segurança a longo prazo.

Além da estrutura principal, os acessos também avançam. Há serviços de terraplenagem e drenagem nas duas margens. No lado brasileiro, estão em andamento obras complementares, como passarelas e viadutos. A ponte sobre o rio Amonguijá já teve os tabuleiros concretados, restando apenas as proteções laterais.

Ao todo, a construção já utilizou mais de 60 mil metros cúbicos de concreto. Um volume que, segundo os responsáveis pela obra, equivale a cerca de 20 estádios de futebol ou três Torres Eiffel.

A execução é liderada pelo engenheiro civil paraguaio Renê Gomez, à frente do Consórcio PYBRA, formado pelas empresas Tecnoedil S/A Construtora, Paulitec Construções Ltda e Construtora Cidade Ltda.

Ponte estratégica do corredor bioceânico se aproxima do fechamentoPonte estratégica do corredor bioceânico se aproxima do fechamento

Expectativa cresce nas duas margens - Em Porto Murtinho e Carmelo Peralta, a expectativa é visível. Comerciantes e moradores acompanham a obra como quem acompanha um relógio em contagem regressiva.

O prefeito de Carmelo Peralta, Silverio Adorno, afirma que a ponte é um sonho antigo da região e que a conclusão deve trazer impactos positivos na rotina da cidade.

A obra promete facilitar o escoamento da produção, impulsionar o turismo e transformar a dinâmica econômica local.

Agora, faltam apenas 100 metros -E quando esse trecho for concluído, Brasil e Paraguai deixarão de se olhar de margens opostas para se encontrarem no meio da ponte.

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