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Polêmica

Extravio de documentos preocupa polícia e delegado alerta sobre riscos

28 dezembro 2013 - 09h49
A quantidade de extravios de documentos pessoais preocupa as autoridades da Grande Dourados. Segundo dados do sistema de georreferenciamento e estatísticas da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp/MS), de janeiro a dezembro de 2013 foram registradas nesta região aproximadamente cinco mil ocorrências de “fatos atípicos”, dentre os quais estão as perdas de cédulas de identidade, cartões de CPF, carteiras de habilitação e de trabalho, entre outros.
 
Segundo o delegado regional da Polícia Civil em Dourados, Antonio Carlos Videira, pelo menos 80% do número apresentado pela Sejusp são referentes ao extravio de documentos.
 
“É o tipo de coisa que acontece com mais frequência do que se imagina. Quando se perde algum documento, é preciso registrar a ocorrência o mais rápido possível para evitar problemas; mas antes disso, recomendo que o cidadão seja precavido e evite situações assim. Tem gente que não procura as autoridades acreditando que uma segunda via vai resolver o problema; o que não é verdade”, explicou.
 
Ele diz que muitos criminosos vêem neste descuido a oportunidade para novos delitos. “Com o documento de terceiros na mão, uma pessoa mal intencionada pode fazer financiamentos, empréstimos, estelionato, compras à prestação e falsificação de identidade. Em alguns casos, os bandidos financiam veículos que são usados em roubo e tráfico de drogas. O verdadeiro dono do documento, na maioria das vezes, só percebe o problema quando já é tarde”, comentou Videira lembrando o caso de uma pessoa que chegou a ser presa por isso.
 
“Certa vez o morador de um município do Estado perdeu seus documentos e demorou para registrar o boletim de ocorrência. Um indivíduo achou estes documentos e começou a se passar pela pessoa, cometendo vários crimes em São Paulo. O homem foi preso, e fugiu da cadeia, virando procurado da Justiça. O sul-mato-grossense acabou detido como se ele fosse quem estivesse foragido da Justiça. Ele só foi entender compreender os fatos quando já estava atrás das grades. Então, até reunir provas suficientes que evidenciassem sua inocência, ficou na cadeia por quase 30 dias, enquanto o verdadeiro criminoso transitava livremente pelas ruas enquanto não era encontrado”.
 
Videira ainda lembra que é preciso cuidado para que estes itens não sejam extraviados, mas caso isso ocorra, as autoridades precisam ser avisadas imediatamente.
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