21 de janeiro de 2021 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
AO VIVO Acompanhe a transmissão do jornal GIRO ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Transmitido simultaneamente para as emissoras do Grupo Feitosa de Comunicação
INTERNACIONAL

EUA podem Ter 60 mil mortes por covid após feriado

30 novembro 2020 - 06h18

Longas filas para testes de covid-19 e resultados atrasados pela sobrecarga do sistema, em Washington, acenderam o alerta para o risco que representa o feriado prolongado de Ação de Graças, que começou na quinta-feira, 26. Autoridades temem que a tradicional reunião familiar provoque uma nova explosão de casos. Esta semana, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estimou que até 60 mil pessoas poderiam morrer em decorrência do contágio neste período.

O número de mortes diárias, segundo o CDC, deve dobrar nos próximos dez dias, prolongando a sensação de perda e de isolamento em uma temporada passada ao lado da família e dos amigos. Na sexta-feira, os EUA ultrapassaram a marca de 13 milhões de casos - foi o 25.º dia seguido que o país registrou mais de 100 mil casos em 24 horas.

Anthony Fauci, imunologista-chefe dos EUA e um dos maiores especialistas em doenças infecciosas do governo federal, reconheceu a probabilidade de agravamento da pandemia. "Podemos ver uma onda se sobrepondo àquela em que já estamos", disse ele em um programa da rede de TV americana NBC.

Só em novembro, o número total de casos de coronavírus nos EUA ultrapassou 4,1 milhões, com mais de 25.500 mortes. Nas últimas duas semanas, os casos de covid-19 aumentaram 12%, as mortes em 29% e as hospitalizações em 38%. Desde o início da pandemia, mais de 13,3 milhões de americanos foram infectados e mais de 265.900 morreram.

"Não é tarde demais para desacelerar esse aumento", disse Fauci, pedindo para que os americanos usem máscara e mantenham o distanciamento físico. Caso contrário, disse ele, haverá necessidade de novos lockdowns. "Se pudermos nos manter juntos como um país e fazer esse tipo de coisa para conter essas ondas até obtermos uma proporção substancial da população vacinada, poderemos superar isso", disse ele.

A infectologista Deborah Birx, coordenadora de resposta ao coronavírus da Casa Branca, exortou os americanos a assumir a responsabilidade de "proteger a si mesmos e suas famílias", mesmo em Estados e cidades onde as autoridades não tenham exigido tais medidas. Em um programa da NBC, Birx pediu para que mesmo os que são céticos em relação às medidas para limitar a propagação do vírus "devem presumir que foram expostos e infectados e realmente precisam fazer o teste na próxima semana".

Depois de uma desaceleração na contaminação, no início do semestre, o país voltou a conviver com o aumento do contágio. Um novo crescimento já era esperado para o fim do ano, com a menor cautela por parte da população após meses de restrições e com o início do inverno, que faz com que as atividades antes feitas ao ar livre passem para ambientes fechados, o que aumenta o risco de contaminação.

Durante a semana, autoridades de saúde pediram às pessoas que evitassem deslocamentos em aviões, trens e ônibus, e mantivessem as comemorações do Dia de Ação de Graças restritas às pessoas que moram na mesma casa. Mas, no fim de semana que antecedeu o feriado, mais de 3 milhões de passageiros passaram pelo TSA, o controle dos aeroportos americanos.

O Dia de Ação de Graças é considerado o principal feriado americano, com importância maior do que o Natal e o ano-novo. É a data na qual universitários que vivem em outros Estados voltam para suas cidades para se reunir com a família, o que deixa em estado de atenção as autoridades de saúde, com receio de que jovens sejam agentes de transmissão da covid-19 para parentes idosos, parte do grupo mais vulnerável.

Hospitais em Estados como Wisconsin, Flórida, Novo México e Minnesota informaram que estão sobrecarregados, sem profissionais disponíveis para atender à demanda crescente. Há 90 mil americanos hospitalizados com covid-19, um recorde, e mais de 260 mil mortes por coronavírus.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Banner Whatsapp Desktop